quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dia da família

O primeiro "trabalho de casa" do Zé desde que entrou para a creche.
Foi para comemorar o dia da família, dia 15 de Maio, que nos foi pedido para fazer um trabalho em família, em que todos os membros participassem e nós assim fizemos!

Feita a 16 mãos, nasceu esta árvore da família Custódio. Cores, rabiscos, vários tamanhos, já que com uma família de 8 pessoas não faltam variedade de gostos e opiniões.


Ficou gira, não ficou? 
Mas foi fácil? Nem tinha graça se fosse fácil. Tivemos o adolescente que primeiro não queria participar (fez a mão dele às 7 da manhã antes de ir para a escola), o pai Fura Bolos a pintar a dele às 4 da manhã, a Rosita a querer fechar a mão em vez de abrir e a Mãe de Todos a tentar que tudo isto junto desse um bom resultado. 


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ninho vazio

Chegaram à procura de um sitio seguro onde fazer o ninho, e encontraram a nossa porta. De longe o sitio mais sossegado, porque com 6 crianças a entrar e a sair o que não falta é movimento e barulho, mas ainda assim sentiram-se acolhidas e protegidas na nossa porta.

Não demorou muito a ouvir piar e conseguirmos ver 4 cabecinhas depenadas a espreitar. Uma penugem ralinha cobria aquelas cabecinhas e de cada vez que a mãe ou o pai se aproximavam do ninho todas espreitavam e piavam de bicos bem abertos. Foi assim durante bastantes dias, e foram crescendo.

Até que um dia, uma sai do ninho e voa, voos curtos, que acabam no chão, saltinhos, mais um voo, descanso, a mãe que pia o pai que faz um voo rasante a piar, assim se ensinam os filhotes a voar. Qual pai ou mãe como nós que dá a mão a um filho para o ajudar com os primeiros passos.

A cada manhã que passava tínhamos mais um motivo para demorarmos a nossa saída de casa.
O Zé ajudou uma andorinha a levantar voo do chão, viu a mãe chegar e piar, sabia qual era a "nossa" andorinha.
Outra manhã e mais uma que sai do ninho, e outra e outra. Incrível como estes pais de 4 conseguiram ter tempo e dar tempo a cada um dos filhos, individualmente para aprender a voar, ganhar segurança, e só depois ensinar o próximo.

O Pai Fura Bolos ainda teve que colocar um dos bebés no ninho uma vez, eu cada vez que estacionava o carro fazia-o com cuidado a olhar para o chão não fosse estar alguma das bebés caída ou a descansar, os miúdos olhavam para o ninho várias vezes ao dia e tentavam identificar no ar os que eram bebés ou os pais. Que bom que foi ter esta família aqui.

Agora já todos voam e bem alto. Já não passam os dias em idas e vindas ao ninho, há menos pios à nossa porta, mas nós ainda olhamos o ninho a cada saída de casa.

Dei por mim a dizer ao pai Fura Bolos "tenho pena que já tenham voado, será isto que vamos sentir quando ficarmos sozinhos em casa?"

Sempre tenho ouvido falar no síndrome do ninho vazio ... agora este dizer ganhou uma imagem.




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Partir o folar

Já foi há um mês, mas aqui ficam as fotos do piquenique que fizemos por aí para partir o folar. A tradição manda e nós fazemos. 

O pai Fura Bolos está a fazer uma dieta detox e por isso temos que andar carregados de verdes! Um dia destes conto o que ele está a fazer. 


Os miúdos desde que seja campo divertem-se, brigam ... brincam! Dá para tudo e mais alguma coisa!



Sim, viram bem! O Zé não encontrava os seus sapatos e por isso calçou umas sandálias da Julieta, ficam-lhe mesmo bem!




Sim, aqui também estão a ver bem, o Zé quis estar de gorro!


Estes miúdos gostam disto e nós também, somos muitos e neste momento estamos a precisar de espaço e em casa isso tem sido difícil de conseguir. 
Havemos de conseguir ter e dar mais espaço a cada um, e este espaço que falo nem é físico é mais emocional, por isso não implica obras, implica mudança de rotinas e atitudes. (suspiro) 

Mas como está a chegar o bom tempo de vez vamos ter muitas oportunidades de conseguir este espaço, nem que seja numa toalha de piquenique.

sábado, 13 de maio de 2017

Para trás das costas!

Foi mesmo literalmente para trás das costas que atirei a Rosita!

Sabem quando têm um bebé que está perdido de sono, mesmo mesmo já a fechar os olhos, mas o cheiro não engana?
Pois isso, a Rosita estava uma manhã destas perdida de sono, já de olhos fechados, quando vi que tinha a fralda suja. Deitei-a em cima da cama e ela continuou de olhos fechados, mas claro quando comecei a trocar a fralda despertou e depois quem é que a fazia dormir! (confesso que pensei: para a próxima dormes borrada!)
Nem com mama, nem com colo, nem com embalo, então e porque tinha mesmo que trabalhar, a solução foi mete-la às costas, mas era a minha primeira vez sozinha!



Filmado dava um filme, mas consegui! Yes we can! E nem 5 minutos demorou e ela estava a dormir, até consegui a proeza de transferi-la para a cama, e sim, ficou a dormir assim, tal e qual, em cima da mochila! (adoro o ar dramático com que estava, mão na cabeça e mão ao peito!)


 Fiquei tão contente e orgulhosa de mim que tirei umas fotos e enviei para a Rosa Sorribas, da Crianza Natural com quem tenho feito algumas formações, e ela entre os parabéns enviou-me também um artigo com este video muito bom! Adorei, e prometo da próxima vez fazer como no video e quem sabe até filmar, sempre quero ver a minha habilidade.








terça-feira, 9 de maio de 2017

Tanto colo ...

Já perdi a conta aos comentários que já ouvi sobre carregar sempre a Rosita junto a mim! Não posso dizer que sejam todos maus, mas na grande maioria o que há é uma espécie de desconfiança ou negatividade acerca deste assunto. 

- "Ela está tão habituada a ti que depois não quer mais ninguém." - dá para ver nestas fotos e pelos sorrisos rasgados que essa "dependência" que lhe querem impor não existe. E mais que estas pessoas não são sequer do convívio diário da Rosita!






- "É que assim só quer colo e depois nem brinca nem se entretém sozinha" -  sim, assim tipo isto que se vê nas fotos a seguir! Tadinha, tanto mundo para explorar e ela sempre ao colo, tipo lapa!






- "Ui , se se habitua a isso depois só dorme ao colo!" - Sim, ela ao colo dorme muito bem, mas ... dorme tão bem deitada também! E sem dramas! 




Esta manhã depois de beber um café, entrei em casa e tive que a deixar em cima da cama para ir à casa de banho, estava mesmo aflitinha, ok?, Ouvia-a choramingar quando me viu sair do quarto, depois silêncio, um outro chorinho do tipo resmungar e ... SILENCIO!

A sério?? A sério que um bebé que é sempre carregado ao colo é capaz de adormecer sozinho? Claro que sim, um bebé carregado é um bebé que se sente seguro e confia que há sempre um adulto a olhar por ele.



Por isso, mamãs, papás, avós ou outros cuidadores, muito colo aos vossos bebés, carreguem-nos o mais possível, sem culpas e sem medos. Eles quanto muito só se vão habituar a ser confiantes, seguros e independentes! 

Finalmente mãe de 6!

Foi quase como uma gravidez, foram 9 meses de espera até conseguir a foto ... perfeita, ou melhor, a foto possível de mim com os 6 filhotes!
Tirada no dia da mãe, qual foto da praxe! Porque as tradições são para se cumprirem.


Está linda, não acham? Todos muito interessados na foto ... cada um na sua vidinha e eu, qual mãe tontinha sorridente e orgulhosa claro está! Alguém tinha que olhar para a câmara, certo?

Pronto, tirando isto, foi um domingo de sol, piquenique no campo e passeio na praia, com direito a banhos de cuecas, dos miúdos, que a mãe é tontinha mas não tanto!

domingo, 23 de abril de 2017

Pesadelo na cozinha - em versão familiar

Foi um verdadeiro pesadelo para o padrinho Pedro estar na cozinha às ordens do Tiago, que ali o pequeno chefe não dá margem para brincadeiras.
Qual Gordon Ramsay qual Ljubomir Stanisic, medo, muito medo de Tiago Custódio na cozinha!

Para nós foi muito divertido ver como ficaram os programas depois de editados, ver o Pedro atrapalhado à procura de todos os ingredientes e o Tiago sem perder a concentração e o foco nas receitas. No fim, todas as receitas foram um sucesso.

Podem ver os vídeos no site da RTP, episódios 55, 56, 57 e 58 e rirem-se com as trocas do padrinho, que não sabe a diferença entre um nabo e um alho francês, e as tiradas do Tiago nos comentários.

Sem dúvida ficam na história da família e de quem nos acompanha!

Foi uma experiência bem divertida, tanto para o padrinho como para o afilhado que serviu acima de tudo para lhes dar tempo juntos, já que no dia a dia estão longe um do outro.











Eu cá não quero ajudas!

Sabem aquelas pessoas que em dias de chuva se lembram a lavar o carro ou a regar as árvores do quintal?

Agora imaginem em dia de suestada, quem mora no Barlavento algarvio sabe que estes são dias de vento muito forte, alguém aproveitar para andar com um soprador de folhas a soprar as folhas do jardim ...
É coisa para dizer: eu cá não quero ajudas, de ninguém!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Babywearing - as perguntas e os comentários

A Rosita tem sido a minha  bebé mais carregada.
De todos os filhotes, tem sido aquela com quem eu realmente faço mais babywearing, isto por necessidade e gosto, por ter mais informação mas também por trabalho.

O facto de a carregar faz com que ultimamente tenha bastantes conversas sobre babywearing com quem me aborda ou com quem nos olha com olhar curioso.

Deixo aqui as perguntas e observações mais frequentes e os meus comentários/respostas.

"Oh, isso não lhe faz mal, tantas horas assim nessa posição?" - Não, a posição em que um bebé é carregado num porta bebés ergonómico é a melhor para ele. Se repararem, um bebé assim carregado, está sentado e tem o peso suportado no rabo e nas pernas (de joelho a joelho) e não nos genitais (como nos marsupios que por aí há), ou seja não força a coluna do bebé nem magoa na zona genital.



"Queres ajuda?" - Agradeço, mas não é preciso. A ideia de carregar um bebé é dar à mãe autonomia e independência. O ideal do babywearing é poder pôr e tirar o bebé no porta bebés (seja ele qual for) sozinha. Isto deve ser ensinado à mãe que quer carregar o seu bebé, e a partir daí se for preciso alguma ajuda, deve apenas ser dada por quem saiba usar e em forma de palavras e não de toque, só assim a mamã alcançará a sua autonomia.

"Também tive uma coisa dessas/parecida, mas o meu bebé não gostava" - Também já tive e passei por isso. Provavelmente não seria um porta bebés ergonómico e daí o bebé não gostar, ou então apesar de ergonómico não estaria a ser usado como deve ser. É importante experimentar vários modelos e opções e principalmente ter a ajuda de uma consultora de babywearing para aprender a usar.

(fotos nossas, a experiência dá-nos ferramentas e conhecimento para fazer melhor!)




"Assim habitua-se a só andar ao colo" - E isso é perfeito. Um bebé pequenino (e não só) precisa de colo para sobreviver. Carregado juntinho à mãe ele sente-se seguro. Pode dormir, mamar ou simplesmente desfrutar do passeio sem ter que se sentir sozinho. Para a mamã é também uma questão de liberdade, pode fazer o que tem a fazer, com as duas mãos livres e um bebé que não chora e deixa fazer tudo.



Se quer saber mais sobre este tema, pedir ajuda para usar ou experimentar, pode contactar Amamenta Algarve 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Trabalhar a partir de casa ... ou da porta!

As vantagens de se trabalhar a partir de casa são muitas, quase tantas como desvantagens (sim porque está longe de ser fácil ... mas isso é coisa para outro post), mas das que mais destaco é a possibilidade de se trabalhar onde se estiver, seja casa ... ou à porta dela.

Ora se depois do café matinal, para começar bem o dia, chego à porta e a Rosita está a dormir ... o que faço?

a) Tirar o ovinho com ela lá dentro e rezar para que continue a dormir ...
b) Tirar a Rosita e ir mete-la na cama e rezar para que continue a dormir ...
c) Entrar em casa, ir buscar o computador (já agora colocar uma máquina de roupa a lavar), voltar para o carro e trabalhar enquanto a Rosita dorme ao som dos passarinhos e das teclas do meu pc (e nem é preciso rezar!) (bem dito wifi, casas térreas e uma carrinha espaçosa!)






terça-feira, 28 de março de 2017

Berbigão da calçada

Mesmo sendo domingo, estar a chover a potes e só apetecer ficar em casa,  gostamos de sair e beber um café, antes de enfiar o pijama de novo e então desfrutar do som da chuva na janela e dos filmes de desenhos animados na TV ao sabor das pipocas de micro-ondas.

Ir ali ao café e voltar, só beber um cafezinho e voltar, não é assim tão rápido quando se tem 6 filhos e está a chover, mas ainda assim pode valer bem a pena, isto porque a vida na aldeia é cheia de boas histórias.

Para bebermos o nosso café calmamente e darmos dois dedos de conversa, liguei o tablet na mesa ao lado onde consegui que os 5 se sentassem a ver bonecos, isto enquanto a Rosita se regalava num sono ao colo do pai Fura Bolos.

Lá fora a chuva caía, uma "ribeira" corria mesmo na porta do café e o escuro fazia antever um dia sisudo, só que não!

Nisto ouvem-se gargalhadas, comentários altos, idas à porta, mais risadas e conversas altas e divertidas! Na tal "ribeira" que corria à porta seguiam também uns berbigões. Berbigões na calçada??
Um moço entrou a vender berbigão, um conhecido comprou um saco deles e para não sujar o chão do café coloco-os junto à porta (mas do lado de dentro), lá fora a chuva fica mais forte, alguém vai à porta e fecha-a e o saco cai para a rua ... abre-se ... e nasce a nova espécie!!! O berbigão da calçada!! Espalhados na rua, levados pela "ribeira" que corre ali à porta, lá vão eles, e atrás deles o dono do saco! Qual pescaria sui generis, nunca vista por estas bandas!

Era um domingo normal, seria um domingo triste e cinzento, não fosse um domingo na aldeia, e nas aldeias tudo se pode transformar em conversa e gargalhadas!

E foi isto, só isto ? Sim, "só" isto e valeu bem a pena!! Cada gargalhada que demos fez valer bem a pena esta ida ao café- mesmo debaixo de chuva.




sexta-feira, 24 de março de 2017

Feliz da vida com 7kg a mais !

Ah pois é, nem sempre um aumento de quilos é um drama ou uma chatice.

Estou mesmo feliz da vida com estes 7 quilos a mais!!
Agora sim, temos uma máquina de lavar à medida da nossa família!

Depois do sonho e do drama ela chegou!
Com 12 kg de capacidade, programas para todos os gostos, poupança de energia, água e detergente, toca uns sons e uns plins plins no inicio e no fim, quase não se ouve e lava a roupa que é uma maravilha!



Agora só precisamos de mais uns metros de estendal no quintal, mais umas dezenas de molas e carta de condução de pesados!! Ah e já agora sol e vento, se não for pedir muito!

domingo, 19 de março de 2017

Vê lá não caias!

Viver na aldeia e andar em Lisboa ... é isto!

Estava  no metro sentada num banco com a Rosa bem aconchegada na mochila e aos meus pés o ovinho que me emprestaram para poder andar de carro caso necessário, quando entra um rapaz, quer dizer, entraram várias pessoas , mais pessoas, porque na cidade há sempre muitas pessoas!

Nos apertos normais, entra o tal rapaz, com os seus 20 anos, e sem dizer sequer um "com licença" tentou passar para um lugar apertado à minha frente. Pobre do rapaz, lendo-lhe a linguagem corporal, tentei abrir espaço mas ... o moço tropeça no ovinho, o metro acelera no mesmo momento e eu, qual instinto de mãe (sim, porque o miúdo com 20 ano podia ser meu filho!) agarro-lhe a mão e ... digo ;
"Vê lá não caias!" Isto a agarrar-lhe a mão!
Foram segundos, o metro abrandou, ele passou e sentou-se e a cara com que ficou! Eu só me dava vontade de rir por dentro, mas o que é verdade é que espero que um dia se um filho meu se desequilibrar no metro, haja uma "mãe" por perto que o agarre!

Isto cabe na vida da cidade? Não sei, mas na minha vida cabe!


terça-feira, 14 de março de 2017

Viajar, mesmo com uma bebé


Este será o primeiro de alguns posts sobre viagens longas de transportes públicos mesmo com bebés pequeninos.

A Rosita tem agora 7 meses e é uma bebé carregada, ou seja, uso porta bebés ergonómicos para a transportar sempre junto a mim e ter as mãos livres.

Nesta viagem usei um mei tai, um porta bebés muito prático e fácil de usar, um misto entre um pano e uma mochila. Não tem fivelas mas também não é tudo amarração. Eu gosto e acho-o muito simples e fácil de pôr e tirar.

A viagem de Lagos a Lisboa passa por comboio regional, uma mudança de comboio para o inter-cidades, metro e uns quarteirões a pé, tudo isto com uma mochila às costas e uma bebé no mei tai.

Não há escadas que me intimidem ou me façam ter que procurar um elevador, coisa que aconteceria com um carrinho de bebé. Não há ovinho a atrapalhar no corredor do comboio, não há carrinho a trepidar na calçada ou a encalhar nas portas do metro.

Sim, já fiz viagens com bebé e carrinho, noutros tempos, por exemplo uma ida à Holanda onde o carrinho se tornou um transtorno pois muitas estações de metro e comboio não tinham mesmo elevador ... e nem escadas rolantes... imaginem se estivesse sozinha?
Por ter passado por essas experiências, posso agora comparar na primeira pessoa as duas situações, e sem dúvida que ganha o bebé carregado!

Dormir no comboio é possível e seguro, assim!


Andar de metro e poder segurar-se sem problemas, é possível assim!



Trabalhar no computador é canja, assim!


Ficam a faltar umas fotos a comer e a passear, mas para a semana há mais!

domingo, 12 de março de 2017

Um drama doméstico!

Estamos a atravessar um drama domestico!

Ouviu-se um estrondo, uns barulhos fortes e de repente o silencio ...

Pois é, acho que foi mesmo o fim (tantas vezes anunciado) da nossa máquina de lavar roupa!

Isto não é um drama, dizem vocês? Acho que ninguém nos dias de hoje achará isso, em qualquer família, seja de 3 ou de 8 pessoas uma máquina de lavar roupa é artigo indispensável, mas claro na escala de dramatismo para uma família de 8 atingimos um valor mesmo elevado!

E agora? A nossa era uma velhinha e com muito mau aspecto máquina de lavar (já estava na casa quando compramos, e sabe-se lá há quanto tempo!), mas que durante quase 7 anos lavou a nossa roupa, cheia de manhas e truques, mas lavou! E agora?

Há 3 anos já eu sonhava com esta máquina mas continua fora do nosso orçamento doméstico para este tipo de equipamentos!

Alguém quer ajudar? Calma!! Não quero que me lavem a roupa (quer dizer lá no fundo no fundo, até queria, vá!) nem que me ofereçam a máquina, mas umas ajudas com dicas de melhor sitio para comprar uma máquina de 9 ou 10kg, melhor qualidade/preço ou as melhores promoções que há no momento vêm a calhar!

Até lá, as máquinas das avós vão ter que fazer serviço extra com a roupa desta pequena família!!

sábado, 4 de março de 2017

Regressar ao trabalho

Enquanto conduzia senti aquela sensação de vazio, de falta de qualquer coisa, pensei que afinal era cedo, aquela angústia da separação, da incerteza, do regresso "ao trabalho".

Hoje foi a primeira vez que tive que que deixar a Rosa por mais que uma hora e ainda por cima sem previsão de hora de regresso!

Deixei com ela o stock de leite que consegui fazer nos últimos dias, fraldas, roupa extra, sopa e até uma papa instantânea (que ela ainda nem exprimentou) e confiei que ia correr tudo bem.  A avó e a Teresa ficaram encarregues da missão de cuidar da Rosita, que até agora era minha companheira para todo o lado, 9 meses in e 7 meses out.

Não foi fácil, mas depressa entrei noutra sintonia, passei de mãe a doula (uma mãe para a mãe) e entreguei-me.

No regresso a casa, de volta à Rosita e aos outros 3 que tinha deixado na avó,  o que tinha sido uma manhã chuvosa era agora uma tarde luminosa e cheia de sol e eu em vez de apreensão tinha um sorriso e o coração cheio.

Acolher o milagre da vida é sem dúvida uma bênção e uma honra.

Foram só 6 horas,  mas o suficiente para mais uma vez na minha vida passar pela ansiedade que é regressar ao trabalho depois de ter um bebé.

Se também está nesta fase, fica aqui a dica para o meu workshop Amamentar e trabalhar, sim!

sexta-feira, 3 de março de 2017

As loucuras que se fazem por um filho!

Calma, não foi nada de muito dramático, mas bom ... entra de certeza na categoria de "loucura".

Faltavam 10 para as nove da noite e já estavam todos a dormir, um sono calmo mas que já sabíamos que ia ser interrompido às 23h. Foram para a cama sabendo isso, mas mesmo com essa informação lá adormeceram todos relativamente depressa.

Eu fiquei acordada, a preparar o que seria a viagem a Lisboa do pai Fura Bolos com o Tiago e o João.

Mochilas com roupa feitas, papelada importante pronta, lanche arrumado, bilhetes do expresso em lugar seguro.

Enquanto esperei pelas 23h entreti-me pela internet a imprimir um mapa do metro de Lisboa e a encontrar um mapa da cidade giro para o João levar com ele nesta viagem.
Eram 23h quando fui levantar o Tiago e o João porque tinham que se vestir com roupa quentinha para a viagem. Muito sonolentos e com alguma ajuda lá se vestiram. Estavam já prontos quando o pai chegou do trabalho e começamos então a parte mais louca, que foi pegar nos outros 4, a dormir e metê-los na carrinha. Cadeirinhas, cintos, tudo de pijama, descalços e bem tapados com um grande edredon.
Eram 23h50 quando chegamos a Lagos e ficamos na carrinha a conversar e a esperar pelo expresso que abalava à meia noite e meia. Foram 30 minutos para dar mimos ao Tiago, desejar-lhe muito boa sorte e passar-lhe a mensagem que o principal é aproveitar e divertir-se.

Abalaram ... e eu voltei para a casa, carrinha com 4 filhos, todos a dormir, e chegada a casa tive a tarefa, sozinha, de tira-los um a um e voltar a pô-los na cama.

Era 1 da manhã e já estava tudo em silêncio novamente ...

Loucura? Pois, estava uma noite fria, são muitos para pôr e tirar do carro, e dá dó quando são assim mexidos durante o sono, mas não é todos os dias (como me disse uma querida amiga) e o Tiago merece.

O que foram fazer a Lisboa? Passear!

Fizeram boa viagem e hoje a ideia é o pai e o João aproveitarem para ver a cidade, ou parte dela, de transportes públicos, ou seja uma espécie de visita de estudo só para o João enquanto o Tiago está a ter umas das experiências mais fortes da vida dele!

Boa sorte Tiago, bom passeio pai Fura Bolos e João!



quarta-feira, 1 de março de 2017

Camamoço e jásevê

Parece uma língua estrangeira, não?  Mas não é.

Camamoço e jásevê são duas especialidades culinárias desta família, sendo que são de gerações diferentes.

Quando eu era pequena lembro-me em certos dias perguntar à minha mãe o que ia ser o jantar e a resposta ser "já se vê" e o jásevê acabava por ser qualquer coisa do tipo torradas, leite ou o mais típico banana com queijo.  Desde esses tempos que para mim jásevê é sinónimo de banana com queijo.
Ainda hoje gosto de jásevê!

Agora cá por casa temos o camamoço que não é mais que a maneira do Zé dizer pequeno almoço, mas que para ele quer dizer cevada com leite e torradas. Apesar dele agora já dizer perfeitamente pequeno almoço, o camamoço já ganhou lugar à nossa mesa e muitas manhãs o pequeno almoço é mesmo camamoço.

São deliciosa estas heranças culinárias não acham?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Mais uma primeira vez

Porque na maternidade tudo é novo, sempre, alguma vez será sempre a primeira vez, e desta vez falo de creche.

Até agora todos os nossos filhos tinham ficado em casa, nossa ou dos avós, até aos 3 anos e depois entravam na pré primária aqui da aldeia, onde a educadora é a mesma desde o primeiro e até já se tornou nossa comadre, porque é madrinha do Zé.
Isto era o normal, a certeza, o caminho fácil por ser o  já trilhado há anos, mas por vezes há outros caminhos que se cruzam e aí temos que fazer escolhas.

A creche, o bicho papão, filhos meus ainda bebés a ficarem com gente estranha, gente que não dá colo, salas cheias de bebés a chorar, rotinas forçadas, desfraldes abruptos ... era isto que eu tinha na cabeça. (não que conhecesse, mas era assim que o meu coração pensava)

Com a Rosita pequenina, o Zé a pedir muita atenção e a Amamenta Algarve a precisar de muito trabalho para também crescer, estava a braços com 3 filhos em casa e às tantas não dava a devida atenção a nenhum deles, mas e eu via isso? Pois que desconfiava, mas quando o coração não quer os olhos não vêem.
Admito que fiquei sem chão quando percebi que o caminho me estava a empurrar para colocar o Zé na creche (aquele bicho papão) e eu não queria nada, tinha feito uma cruz em cima desse bicho e tinha MEDO, sim, porque uma mãe de 6 tem medo, muitos medos, medos x 6!

Os olhos iam rasos de água quando fui perguntar se havia vagas, com medo de ouvir a resposta, trouxe os papeis, tratei da parte prática, sempre de coração apertado. Depois fomos lá, os 3, eu o pai Fura Bolos e o Zé e o bicho papão ...

As pessoas que não dão colos, estavam lá, raparigas sorridentes, sentadas no chão com meninos ao colo.
As salas com bebés a brincar, um piriquito que canta alegremente na gaiola.
Uma educadora que nos ouviu, que quis saber quem é o Zé, como queremos fazer as coisas.
E assim, em menos de nada, quase como fazemos aos nossos filhos quando eles acordam de noite com medo do bicho papão e lhes afagamos o cabelo, afastámos o bicho, ou ele afastou-se e deixou-se ver de outra maneira.




O Zé teve ontem o seu primeiro dia de creche, de escolinha, e teve direito a ser acompanhado pelos manos que fizeram questão de o ir levar, mesmo sabendo que depois tinham que subir a rua a correr para não chegarem muito atrasados à escola. Só o mano Tiago faltou a esta "cerimónia" mas foi depois busca-lo de tarde.

O Zé fez um beicinho quando eu lhe disse que ia trabalhar e já voltava, mas ficou bem. Brincou, comeu, foi à casa de banho (sim, porque aos meus olhos ainda não estava desfraldado, e afinal está!) e até dormiu a sesta sem dramas.

Sempre de olhos bem abertos, mesmo esbugalhados, a observar e absorver tudo, calmo e meigo, foi assim que nos contaram o 1º dia.

Pronto, obrigada Zé, meu filhote, que me deste a oportunidade de conhecer outro caminho e me fizeste perder o medo dessa desconhecida que era a creche.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Fuminhos e muito babywearing!

Este tempo é o que é, estamos em Fevereiro, no tempo das amendoeiras em flor e das constipações!

Cá em casa não podia deixar de ser diferente, tosses, ranhos, algumas febres, pés descalços na tijoleira (alguém lhe explica que é meio caminho andado para ficar doente?), casacos ( ou não, também precisam de umas explicações sobre agasalhos) e até não me posso queixar porque tem andado tudo mais ou menos calmo neste campo.

Mas a nossa Rosita não se aguentou, e do ranho passou à tosse e da tosse a muita expectoração e da expectoração à bronquiolite!

Foi ontem à noite quando ela acordou aflita a tossir e com nítida falta de ar, que eu me vesti à pressa, vesti-a e em 25 minutos estava a sair de casa, numa noite tão fria, mas a seguir o meu instinto de mãe.
O hospital não fica perto, está cheio de bactérias e outras coisas más, a noite estava fria, a lareira estava acesa, mas pesando tudo na balança, o meu coração de mãe (e o pai Fura Bolos também) ditou que saísse de casa e fosse com a Rosita ao hospital.

Viagem tranquila, estacionei, meti a Rosita no mei tai, mochila às costas, mantinha a cobri-la e lá fomos. Simples!



Uma espera de 2 horas, sim, leram bem 2 horas de espera para uma bebé de 6 meses, em que eu dormi e ela também, viva o babywearing, e depois o veredito. A dra não teve dúvidas assim que a viu e ouviu, uma bronquiolite.


Na sala de tratamentos fomos fazer os fuminhos, o aerossol, e a Rosita não gostou de ser acordada para isso, mas nada que o voltar para o pano não resolve-se! Tanto enfermeira como doutora admiraram o prático que era.

video


Foi uma noite longa, cheguei a casa quase às 4 da manhã e com uma prática enorme em atar e desatar o mei tai com 1 ou duas mãos, mas tenho a certeza, que se eu não carregasse a minha Rosita tinha sido mais difícil (aqui falo com conhecimento de causa, em tempos idos também já carreguei com ovinho ou carrinho para as urgências, a minha mala e a mala do bebé ... não dá jeito nenhum, afirmo!)

Agora em casa continuamos, muitos fuminhos e mais babywearing ainda pois só assim ela fica sossegadinha e descansa.

Agasalhem-se bem, e se puderem, carreguem os vossos bebés!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

45 - Pai Fura Bolos

Hoje o pai Fura Bolos fez 45 anos! É um numero que já manda algum balanço, bolas!! 45 !!

Porque todos os dias são especiais, por umas coisas ou por outras, hoje foi dia de bolo de cenoura, pois então e família à volta da mesa para um lanche rápido, porque há escolas, há trabalho, há vida!

Chá e bolo, velas, e palmas. 45 anos do pai Fura Bolos e 6 meses de Rosita!



Pelo quadro atrás do pai Fura Bolos dá para ver que a vida não pára!! 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Curso Assessoria Lactação - ALGARVE

Tenho andado cheia de trabalho, mas daquele bom! 
A Amamenta Algarve é um projecto muito aliciante e desafiador e dá-me a oportunidade de organizar e participar em eventos de muita qualidade. 

Este curso é um exemplo disso. 
A quem possa interessar, a não perder, sem dúvida. 






  • Gostaria de apoiar mães e bebés na amamentação de forma profissional?
  • Quer aumentar as suas capacidades e conhecimentos sobre a fisiologia da lactação humana?
  • Deseja atualizar a sua formação nas áreas da parentalidade e saúde materno-infantil?
  • Quer fazer parte do 1º Grupo de Assessoras de Lactação em Portugal e receber mentoring durante 3 meses?

Se respondeu SIM a estas questões, este curso é para si!



ALGARVE COM VAGAS LIMITADAS - Desconto para inscrições de 2 ou mais pessoas

Porto e Lisboa - esgotados

Toda a informação e inscrições em amamenta.net

A minha mãe cozinha melhor que a tua - ou nem por isso!

Quem segue este blog já sabe que o Tiago é um grande chef e como nós sabemos disso também, inscrevi-o naquele programa "A minha mãe cozinha melhor que a tua".

Nunca pensei que tão rapidamente nos contactassem, mas assim o fizeram e começou o reboliço cá em casa.
A ideia era ser eu a cozinhar e o Tiago a mandar, mas como eu sempre sei qualquer coisinha de culinária fui "rejeitada" pela produção, e avançámos com o convite ao padrinho do Tiago que na cozinha não dá uma para a caixa!

Fizeram o casting antes do Natal, e no inicio de Janeiro foram escolhidos. A partir daí foi um ver se te havias com o pai Fura Bolos a escrever as nossas receitas e a treinar com o Tiago, enquanto o padrinho Pedro ... nem os ingredientes conhecia.
Os outros miúdos cá de casa já reclamavam da repetição dos menus, mas a bem da participação no programa, havia que treinar.

Comeu-se muito caril vegetariano, muita alhada de cação, muitas iscas ... e outras iguarias, até chegar o dia das gravações.

Foi muito divertido vê-los no programa, ver como tudo funciona e conhecer o apresentador e toda a equipa que faz o programa.

Pelos vistos o Tiago foi o mais novo participante e ainda por cima no papel de chef, ou seja a mandar cozinhar um adulto que não sabe cozinhar.

O que será que cozinharam? E será que ganharam? Quando for transmitido prometo avisar aqui para todos verem, por agora ficam algumas fotos.









domingo, 15 de janeiro de 2017

Só dá para babar!

Quando a mais nova está cheia de sono e quer colo e o mais velho está disponível.
Sim, adormeceu, em 5 minutos!

(Tiago 12 anos e 5 meses, Rosita 5 meses!)