quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pouca terra pouca terra puuuu puuuu

Ora já se vê, ou melhor lê, que vamos falar de comboios.

A Mãe de todos tinha que ir a Lisboa e como ia sozinha ia de comboio, compensava, e o pai Fura bolos podia ficar cá em baixo com o carro.

Depois surgiu a ideia, na cabeça da Mãe de todos, de levar o Tiago para ela passear e ter um dia de filho único que às vezes também faz falta. Ora aqui a coisa já ficou diferente e afinal ir de comboio já não compensou mas já estava planeado e ir de carro era só mais uma ida a Lisboa ... e não um passeio.

5h30 da manhã, o despertador deve ter tocado a primeira vez às 5h10 mas a Mãe de todos, que se tinha deitado às 3 da manhã por causa de uma encomenda (assunto para outro dia), não ouviu e quando ouviu já era tarde!! De um pulo saltei da cama, acordei o Tiago, o avô já estava à porta para nos ir levar à estação, a casa toda em silencio, todos dormiam e assim ficaram... shiuuuu.



O amanhecer numa estação à antiga, mas fechada aquela hora da manhã e que grande frio que estava.




Os novos e rápidos Alfa-pendular, nome pomposo para nos poderem cobrar mais dinheiro pelo bilhete, sim porque e televisão ninguém a vê, ou ouve, pronto sempre tem um painel informativo com a temperatura interior (muito calor por sinal) e a temperatura exterior... e uma hospedeira que pergunta "chá, café ou laranjada"




O espanto genuíno do Tiago ao atravessar a ponte 25 de Abril de comboio, para a Mãe de todos também foi a primeira vez, mas consegui disfarçar o espanto, acho eu...




Durante a viagem, e durante o tempo em que não enjoámos, houve tempo para fazer desenhos no caderno de viagem.




E a baixa de Lisboa ainda continua movimentada. Foi bom passear a pé e encontrar lojas abertas, com variedade, e foi difícil explicar ao Tiago que era muito melhor que um shopping, e ele nem vai muitas vezes ao shopping, mas verdade seja dita que também não vai muitas vezes a lojas de rua, e que aqui na aldeia nem há lojas para ele ver e perceber...

Ficou com o conceito "comercio tradicional" explicado, mas não sei até que ponto percebido!






E há sempre pormenores que escapam e por trás de uma foto que pretendia apenas dar cor eis que surge uma frase... que só vi agora antes de colocar aqui a foto.



Os não menos tradicionais pombos da baixa, qual praga, mas que os miúdos gostam sempre.




E a viagem de volta no dia seguinte, cansados mas contentes e com imaginação para desenhar o que cada um mais gostou.
Valeu a pena a viagem, valeu a pena o tempo passado juntos, os abraços, os miminhos, os beijinhos que por um dia não tiveram que ser divididos. Valeu a pena perceber que apesar de contente ele tinha saudades dos irmãos e que até para brincar era dificil, faltava-lhe a companhia a que está sempre habituado!


Muitas vezes é assim, só damos valor quando ficamos privados ...

ps: e este não é um post natalicio porque este ano é um ano de crise e a baixa não tem iluminação de Natal!