quarta-feira, 8 de junho de 2011

O lado positivo

Quando temos que fazer alguma coisa é sempre melhor fazê-lo com gosto.
Ainda estou desempregada, desde que alguém que por acaso também é mãe, me despediu por ter tido o terceiro filho, agora já com 4 a Mãe de todos continua à procura de emprego.

No Centro de Emprego não há trabalho, não há emprego, mas há umas coisas chamadas Contrato Emprego Inserção, que apesar do nome pomposo, não levam ninguém à inserção no mundo do trabalho ... dá a sensação que só servem para os organismos do estado terem trabalhadores a baixo custo fazendo querer que servem para o desempregado ter uma oportunidade de talvez mostrar trabalho e talvez garantir um lugar no futuro.

Apesar de pensar assim quando me é proposto algum desafio eu agarro-o e encontro nele o lado positivo.



Ermida da Nossa Senhora da Guadalupe


Sempre passei na estrada e a vi, ali branca, no fim do caminho, à espera de ser visitada, sempre soube o seu nome mas nunca lá fui ver quais seriam os seu encantos, quais seriam as razões pelas quais os turistas lá paravam, talvez se ficasse a centenas de quilometros daqui eu já lá tivesse entrado, é sempre assim...




Um dia foi-me dito que poderia ir para lá com o tal contrato do nome pomposo, e eu achei a coisa mais aborrecida do mundo, a pasmaceira total e disse com sinceridade que dispensava.
Um dia (um outro dia) o telefone tocou e disseram-me que não tinha escolha, tinha mesmo de aceitar. Desliguei o telefone, falei com o pai Fura bolos e disse, se tenho que ir então que sirva para alguma coisa.

Nessa mesma tarde, agarrei na bicicleta e fui até lá, suei muito para lá chegar, afinal era mais longe, mais a subir, mais difícil do que eu tinha pensado no momento em que me disseram que tinha que ir, mas fui e voltei e decidi que então iria todos os dias de bicicleta, assim conseguia o 2 em 1, trabalhar e fazer exercício.

O primeiro dia foi ontem, cheguei à hora marcada, mas fui de carro porque não sabia as condições que teria para mudar de roupa e afins, tinha à minha espera uma responsável que me levou a ver a Ermida, aquela branca que eu via da estrada no fundo do caminho, e me contou a história do local. Gostei, há muito tempo que não tinha uma aula de história, nunca foi o meu forte, mas gostei, entusiasmou-me, fiquei a apreciar o sitio com outros olhos e com vontade de saber mais.
Tinha saudades do contacto com turistas, pessoas de sítios diferentes, de falar e ouvir outras línguas.

Hoje foi o segundo dia e hoje agarrei na bicicleta e fui (o pai Fura bolos também foi), fui e voltei e aguentei e gostei e afinal não é tão a subir, nem tão longe, nem tão difícil, afinal quando se vê o lado positivo das coisas tudo se torna melhor e mais fácil.