sábado, 29 de agosto de 2015

A conquista de Ceuta

Foi em agosto há 600 anos que bravos homens portugueses conquistsram Ceuta e hoje passados esses anos todos um grupo de gente da terra juntou-se para passar o dia juntos e comemorar.

Um piquenique, cadeira de passeio, sling, bananas e bolinhos, lápis de cor e folhas, e muita água, eram 10.05 da manhã quando metemos tudo no grande autocarro da câmara municipal e subimos a bordo.

Visitamos ou revisitamos 2 igrejas, 1 ermida, 1 forte, 1 farol e 1 fortaleza,  quem não sabia que o Conselho da Vila do Bispo era assim tão rico?

Foi muito para os miúdos?
O que é que eles aproveitaram disto?

São perguntas que me fizeram ao fim do dia e a resposta é simples, tiveram um dia em grande como crianças.

Na ermida da Guadalupe provaram os figos que crescem lá fora e ouviram cantar uma cantiga muito antiga a pedir chuva.

Na igreja da Raposeira coloriram mandalas sentados numa das portas mais bonitas do concelho e entraram num cemitério pela primeira vez, o que deu para falar de algumas coisas.

Na igreja da Vila do Bispo só o Tiago quis entrar, o Zé mamou cá fora, a Julieta, o João e a Teresa comeram os bolos que levamos no farnel.

No forte do Beliche sentaram-se na relva e comeram a quiche que eu tinha feito ontem à noite. Brincaram muito, rebolaram, gritaram, riram e choraram. O Zé deu mais uns passinhos e mamou.

No farol a emoção era muita mas o cansaço falou mais alto. A Julieta não aguentou e a birra começou porque estava calor e o sr (leia-se dr Artur, que guiou todas as visitas) tinha que estar sempre a falar! Não é nada pessoal dr Artur, são apenas os 4 anos da Julieta. Tive que sair com ela, o Zé no pano e a Teresa e fomos comer um gelado, com vista para o farol, também não foi mau.

Na fortaleza os 3 do meio sentaram-se a desenhar o farol e a brincar, o Tiago assistiu à visita da capela e o Zé dormiu.

Eu e o pai Fura Bolos o que fizemos no meio disto?
Tentamos aproveitar ao máximo, gerimos conflitos, brincamos, fomos rígidos quando teve que ser, fomos flexíveis outras tantas vezes, tiramos fotos, respondemos a perguntas, aprendemos e ensinamos, enfim, fomos os pais que costumamos ser.

Foi um dia muito cheio, chegamos a pensar que tinha sido um erro ir com todos para uma excursão destas, mas agora a escrever este texto percebo que fez todo o sentido. Afinal de contas todos aproveitaram alguma coisa, e daqui a uns anos ainda se vão lembrar dos figos da Guadalupe ou do cheiro a mofo característico das igrejas, ou do farol que é grande e gordo.

Cada um aproveitou à sua maneira e à medida da sua idade, mais não era exigido.

Mas sim, estou cansada e nem imagino o pai Fura Bolos, que entrou em casa para sair logo de seguida para ir trabalhar.