quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sitio Arqueológico de Vale de Boi


Sim, leram bem, Vale de Boi, que há uns anos nem nos mapas aparecia... e que ao contrário do que pensam os turistas não tem caminho para a praia... se entrou tem que sair de marcha a trás (principalmente se tiver uma daquelas auto caravanas de 7 metros) ... tem um sitio arqueológico muito importante.

Já há uns anos nós tínhamos ido lá visitar os arqueólogos, senhores que escavam a terra à procura de pedras que podem ser importantes, nessa altura fomos com o Tiago pelo pé dele e a Teresa às costas do pai, e surpresa das surpresas não ia nenhum na minha barriga! 

Desta vez lá iamos nós, 2 graúdos e 3 pequenos pelos próprios pés e 1 às costas do pai Fura Bolos. Chegados lá acima, não é que se lembravam de nós? Boa Família!






Havia um caminho aberto e um dia aberto, mas nós preferimos ir pelo caminho mais curto (vá lá que não apareceu o lobo mau) e mato à parte e ribeira atravessada, lá chegámos.





«Alimentavam-se de marisco, faziam gravuras em pedra e adornos com pequenas conchas, há vinte mil anos. Hoje, arqueólogos tentam desvendar os segredos escondidos em Vale de Boi, Algarve, o maior sítio arqueológico do Paleolítico Superior em Portugal.
[...] Ao longo de dez anos foram encontrados em Vale de Boi milhares de vestígios, sobretudo material em pedra talhada, parte do qual seriam pontas de flecha, mas há uma descoberta que se destaca das demais.
Trata-se de uma placa de xisto com três gravuras de animais - que se supõe serem auroques -, que terá mais de vinte mil anos e foi descoberta praticamente intacta, sendo pouco comum em Portugal, refere Nuno Bicho» (in jornal Barlavento).












O quê? Dentes de veados, de ursos, cavalos e bois gigantes?? E até leões havia por estas terras. O olhar de espanto dos miúdos, pronto admito que também fiquei espantada, de saber estas criaturas por aqui, era tudo do final da Idade do Gelo, sim a mesma do famoso filme, e Vale de Boi era o lugar perfeito para um abrigo dos caçadores colectores de há 30000 anos!








Um museu a céu aberto, pelo menos enquanto a equipa de arqueólogos cá está, fim de Julho, vale a pena subir o monte e ver o que por lá está.