terça-feira, 7 de julho de 2015

Ler nas férias

É uma das melhores actividades que se pode ter, confesso que ultimamente eu ando preguiçosa para os livros, mas os miúdos felizmente não.

Com as férias chegaram os dias grandes, a praia, algumas tarefas da casa, mais televisão, mais tempo, e para esse tempo há que arranjar coisas giras e interessantes para fazer.

A televisão tem que ser gerida muito bem, confesso que é fácil deixar que a liguem e pronto, calam-se, sossegam, deitam-se e não fazem nenhum, e não "chateiam", mas por isso mesmo tem que ser bem gerido o seu tempo. Vá lá que ultimamente em tempo de aulas já se ligava pouco a TV cá em casa por isso agora tem sido um pouco mais fácil de evitar esse vicio.

Então as idas à biblioteca municipal têm sido uma constante. Sempre que tenho alguma coisa para tratar na Vila, levo a Teresa e o Tiago, de mochila carregada, cartões de sócios e vontade de ler. Deixo-os lá e vou à minha vida, quando volto já eles têm entregue os livros que leram e escolhido novos para ler.

O Tiago anda numa de banda desenhada, dá gozo ouvir as gargalhadas que dá. A  Teresa anda entre histórias mais tradicionais e algumas rimas e coisas diferentes.O importante aqui é a leitura, porque em ganhando o gosto, o tipo de literatura que se lê já é secundário (desde que de qualidade, claro)

Hoje levamos também uma amiguinha.







 E por lá aproveitamos também para ver exposições. Neste caso trabalhos do 5º ano da escola e turma do Tiago.


O seu autocolante.

E o quadro sobre energias renováveis.




Boas leituras!

Comida de rua ... comida na rua

A ideia até parece gira, o conceito é engraçado.
Carrinhas, triciclos, motociclos e outros "ciclos" a venderem comida e bebidas.
Rua, espaço aberto, gente em conversas, risadas ... mas muitas filas, pó e a comida, a tal de rua na rua nem por isso boa.

Vi a publicidade deste Lagos Food Street Fest e achei que era uma coisa gira para ir, passear e comer com os miúdos, mas apesar da vontade que fosse bom, ficamos desiludidos.

Um sistema de fichas, não reembonsaveis que só atrapalhavam, filas grandes demais, uma espera quase desesperante, com 5 miúdos a implorarem comida, ups, 4 porque o Zé levou a "marmita" (leia-se mama) de casa para comer na rua, e no final apenas um hambúrguer igual a tantos outros que se comem por aí.

Enfim, como gosto de ver sempre a coisa pela positiva, vou esperar que para o ano haja novamente com melhorias na organização e quem sabe no local escolhido.

Ainda assim aproveitamos a noite para passear por Lagos, uma cidade que é mesmo uma paixão no Verão. Ruas com gente, artistas de rua, um carrossel, vida.

Os miúdos adoraram, e já às 23h colaram-se ao chão a assistir a um espectáculo engraçado por um artista português, aqueles que muitas vezes não são respeitados nem valorizados, mas nós aplaudimos, rimos, e no fim contribuímos para que amanhã ele lá esteja novamente a arrancar gargalhadas a quem passa e para para ver.







sexta-feira, 3 de julho de 2015

Tudo numa panela

Costumo ler o blog Na Cadeira da Papa e de lá tiro muitas ideias ou simplesmente vejo que há mais mães por aí a serem criativas na hora da comida.

Este One pot pasta ficou-me na ideia e hoje quando o caos se instalou...

- Julieta descasca-me 2 cenouras por favor
 E um a um, com a ajuda da Julieta, fui deitando uma série de ingredientes para a panela.
Esparguete
Cenoura
Courgete
Tomate
Lentilhas
Cebola
Alho




Foi tudo a olho. No fim, sal, azeite, tomilho e um pouco de pimenta preta moída na hora.

Deixei cozer, mexi no final, rectifiquei o tempero.
Mas quando olhei achei que podia dar um toque meu.  Bati 2 ovos com um pouco de natas e queijo ralado e joguei lá para dentro, mexendo bem.

Aprovado. Um jantar para todos em 20 minutos.



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Ciência viva em Lagos

Hoje o Tiago e a Teresa foram a uma actividade no centro de Ciência Viva de Lagos, uma oportunidade para eles e umas horas para eu tratar de algumas coisas na cidade.

Perfeito.

Marquei por telefone, hoje fui até lá deixei-os, paguei (com direito a desconto para irmãos) e quando voltei 3 horas depois eles estavam encantados.





Depois direito a um lanche na esplanada numa rua de Lagos, que nesta altura é uma cidade que respira férias, até apetece. 


Enigmas e códigos secretos era o tema, e agora tudo é escrito em código cá em casa!






Para mim serviu para recordar os tempos de escuteira e dos jogos de pista!

Com certeza vão voltar lá para mais actividades. O programa é bem giro e variado.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Uma "ite" nova

Temos a sorte de não conhecer cá em casa muitas das "ites" comuns da infância.

Com 5 filhos não seria de estranhar que elas andassem por aí, mas tirando a gastroentrite anual que normalmente ataca todos de seguida (nós adultos incluídos) e serve de limpeza e uma ou outra otite leve e passageira, as outras têm passado ao lado. 

Acredito que seja pelo modo de vida que temos, que está longe de ser exemplo ou perfeito, mas que é o ideal para a nossa família, pela alimentação que fazemos, que também não tem nada de perfeita mas é variada, pela oportunidade de estarem muito na rua e em contacto com a natureza e muito pela bagagem genética que trazem com eles. Ah ia-me esquecendo da amamentação, disso não tenho dúvidas, faz toda a diferença. 

A Julieta queixou-se de dor de barriga e vomitou, no sábado. À noite fez febre, e pensámos, aí vem a virose do costume. De manhã estava fina mas com a tarde chegou mais um vómito, febre e muita dor na barriga. O instinto de mãe (e pai) tem destas coisas e olhando para a Julieta e para o cenário de sintomas, ou falta deles, meti-a no carro e fui às urgências, coisa que nós só fazemos mesmo quando o nosso instinto manda.

Lá chegada,  quando o médico me perguntou: 
- E só vomitou 1 ou 2 vezes e acha isso preocupante?
Pensei para mim, realmente isso não é nada mas ... 
- Sabe senhor doutor, a Julieta é muito alegre e valente e eu olho para ela e vejo-a doente, não é normal. (sim porque se fosse a virose haveria muito mais vómitos, dores e febres e isso não me levaria ao hospital) 

Assim que a Julieta abre a boca o médico diz:
- Aqui está a razão dela estar assim - e mostra-me as grandes, vermelhas e inchadas amígdalas da Julieta! Uma novidade para nós cá em casa. 

O resto da consulta foi o senhor doutor a passar o antibiótico e eu a dizer que ela nunca tomou nenhum, que tinha sido amamentada até aos 2 anos, só foi para o infantário aos 3 e que aos 4 seria a primeira vez, mas se tivesse que ser seria. 

Não parei na farmácia de serviço, vim antes para casa decidida a evitar o antibiótico e a dar tempo e oportunidade ao corpo da Julieta para combater este bicharoco. Pensei dar-lhe dois dias para reagir, se não acontecesse passaríamos então ao plano B, antibiótico. 

Homeopatia, geoterapia, descanso, mimos e confiança. Alguma febre alta para "queimar" o bicho e hoje, passados 4 dias a Julieta já não fez febre, esteve bem e as amígdalas estão praticamente do tamanho normal. 

Tempo, confiança, oportunidade, cada vez mais vejo que se trata disto. 

O livro "Guia de Remédios Naturais para Crianças" é já uma ferramenta indispensável cá em casa, tem sido o nosso grande amigo nesta viagem de transformação, de passagem do químico para o natural e juntos temos conseguido alcançar os objectivos.