sábado, 14 de maio de 2011

Anestesia local

Um dia a Avó Gina, avó da Mãe de todos, estáva a fazer crochet e enfiou a agulha na mão. Ficou com a agulha enfiada na mão com a linha e tudo e o pano que estáva a fazer pendurado. Veio pedir-me ajuda para tirar, mas como a agulha de crochet tem aquela barbela eu nao podia simplesmente puxar.
Fui então com ela a caminho do Centro de Saúde, com a agulha, a linha, o pano e o novelo atrás, porque ela não queria cortar! Típico de sítios pequenos, o Centro de Saúde já estáva fechado e só indo ao hospital o que me pareceu uma tontaria ir a caminho de um hospital com a agulha, a linha, o pano e o novelo.
Lembrei-me então dos bombeiros, fui ao quartel e pedi ajuda. Lá fomos nós, a agulha, a linha, o pano e o novelo para dentro de uma ambulância onde o bombeiro, sem qualquer anestesia, fez o favor de tirar a agulha e libertar assim a linha, o pano e o novelo.
A minha avó ficou contente por poder continuar o seu crochet.
Daria tudo para ela poder voltar a enfiar uma agulha na mão, era sinal de que ainda se lembrava como se faz crochet...

Esta foi a história que contei ao Tiago enquanto ele sofria com uma pua que enfiou na mão.





O pai Fura bolos lá se armou em enfermeiro, desinfectou um alfinete e começou a operação.
Com a agulha dói menos - dizia entre lágrimas o Tiago



E como aqui em casa há uma farmácia, há uma enfermaria, há bons profissionais, Mãe de todos e Fura bolos, mas não há anestesias, pelo menos das tradicionais, e como a história da Avó Gina acabou entretanto e a dor dele voltou, inventámos a anestesia local.
Morde com força Tiago, assim não sentes a dor.



E lá tirámos a pua, a maldita que tanta dor e choro provocou, mas que depois foi exibida com orgulho.


Ser mãe e ser pai é poder aliviar as dores dos nossos filhos,  e era tão bom que funcionasse assim ao longo da vida...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tarefas partilhadas

Estávamos na esplanada, só com o Tiago porque ainda só tínhamos o Tiago, quando o sr. nos veio dar uma Barbie que alguém tinha deixado esquecida já há bastante tempo. Os olhos do Tiago brilharam  e ficou todo contente por ter uma boneca.
Ali estáva ele um menino de quase 2 anos a brincar com uma boneca, uma Barbie elegante e bonita, quando um rapaz nosso conhecido entra e diz:
- A brincar com uma boneca? Não tens vergonha?
A resposta pronta e rápida do pai Fura bolos:
- Então? Tem que esperar até aos 18 anos para brincar com "bonecas"?

Tachos e panelas fazem a alegria de todos os pequenotes. Qualquer bebé que comece a gatinhar descobre rapidamente o armário dos tachos, o Tiago ia mais alem e gostáva mesmo de emitar o avô a cozinhar, já que este é chefe de cozinha.





Nesse Natal a missão era encontrar uma cozinha de brincar para o Tiago, parece fácil não é? mas foi bem mais difícil do que eu pensava.
Há as da Barbie, da Kitty, da Minnie, ou simplesmente a cor de rosa.
Então eu pergunto, será que o Ken, o Mikey, o Noddy, o Homem Aranha ou até mesmo os Gormitis não comem? Não cozinham?

A Teresa gosta de brincar com carrinhos, jogar à bola, andar de bicicleta e ninguém diz nada.
Não é muito dificil pensar que para um menino ou menina crescer saudável, inteligente e sem preconceitos o ideal é brincar, brincar muito, com bonecas, carrinhos, cozinhas, oficinas, bolas, e tudo mais que lhe apetecer.

Ontem deram-nos uma casinha de bonecas, uma amiguinha que vai para fora do país e não a podia levar ofereceu-a à Teresa, mas ainda esta estáva no carro e já todos gritávam "É minha, é minha!  
Foi posta no quarto das meninas mas hoje quem mais brincou com ela foram os rapazes.







O pai Fura bolos faz tudo cá em casa, aqui não há ajudas nas tarefas, há tarefas partihladas, e é assim que queremos educar os nossos filhos sejam eles meninos ou meninas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Caracol e Caracoleta

Ofereceram ao pai Fura bolos um saco de 10kg de cenouras, 10kg de cenouras é demais até mesmo para uma familia numerosa como a nossa.

As cenouras fazem os olhos bonitos, sempre ouvi dizer, será então que posso esperar que com tantas cenouras o miudos fiquem com os olhos azulões do pai Fura bolos? Na verdade nenhum tem os olhos iguais a nenhum outro, ou são mais abertos, mais fechados, mais castanhos, mais esverdeados... ou ainda indefinidos como os da Julieta (ficarão azuis??)  







A Mãe de todos que não gosta de desperdiçar nada lá vai para a net descobrir maneiras de cozinhar, congelar, transformar e tudo o mais que se possa fazer com cenouras.

 Apostei então na compota de cenoura.

500g de cenoura
400g de açucar
500ml de água
casca de 1 limão
casca de 1 laranja
1 colher de chá de canela

(esta receita vezes 4 para despachar cenouras)


 

A pesagem rudimentar serviu para o Tiago aprender como funciona uma balança de pratos, sacos neste caso.



O resultado final foi uma compota saborosa, docinha e muito boa para comer ao lanche. Os miudos que nunca costumam gostar destas coisas provaram e aprovaram.

Atrasados para o lanche chegaram o Caracol e a Caracoleta, dois bonecos feitos com meias sem par, o eterno drama, que a Mãe de todos fez.

O caracol

O caracol está na mão da professora e
corre na mão dela com os corninhos ao sol.
Vai ficar na nossa escola e come alface. (Tiago)

O trabalho de casa era escrever 3 frases sobre o caracol que visitou a escola hoje e fazer uma réplica do bicho. Claro que a Teresa quis uma caracoleta para ela e assim nasceram o Caracol e a Caracoleta.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tão amiguinhos...

que eles parecem, no momento em que o meu dedo aperta o botão da máquina e a foto é tirada, fica registada a amizade e cumplicidade que eles deveriam ter ou será que têm apesar de andarem sempre ás turras e em competição por tudo e por nada?


Adoram brincar um com o outro, e ás vezes nem por isso. Brigam, gritam, descutem, querem tudo o que o outro tem... será das idades ou será dos feitios?


O Tiago tem uns olhos lindos, ás vezes ficam tão feios de como olha para a irmã, outras vezes pedem colo quando se sente injustiçado (sem razão espero eu no meu coração de Mãe de todos)


A Teresa é traquina por natureza, forte, dominadora em relação ao Tiago e ao mesmo tempo vem agarrar-se ás minhas pernas de lágrima no olho e diz "hoje ainda não teve colinho" (sem razão porque anda sempre a levar beijinhos e miminhos da Mãe de todos)

E quem pensa que por ter 4 a maternidade se vai tornando mais fácil... engana-se bem enganado...

domingo, 8 de maio de 2011

Para mim é mais bolos!

Está a chegar a época das festas como nós chamamos. Mesmo sendo muitos aqui em casa conseguimos até agora ter um mês para cada um, o que já não é mau para o orçamento familiar.

O pai Fura bolos é de Fevereiro e tem normalmente direito a um bolo feito pela avó Gina, a minha avó e uma travessa de arroz doce.

Eu sou de Maio, mas normalmente o meu aniversário resume-se a uma boa caracolada, tradição antiga e muito apreciada pelos amigos.

Depois começam então as festas a sério... as dos miudos. Temos em Julho, Agosto, Setembro e depois em Novembro, há quem tenha ficado aborrecido por não termos tido a Julieta em Outubro ou então há aqueles que dizem que vale a pena avançar para o 5º para conseguirmos preencher os meses todos de Julho a Novembro!

Os miudos gostam de receber os amigos e nós gostamos de receber os pais, e gostamos das festas e da alegria e da agitação e de chegar ao fim do dia com um cansaço enorme mas com o sentimento de dever cumrpido.
Para isso é preciso haver petiscos e nisso o pai Fura bolos é mestre. São os rissóis, muito apreciados e já famosos, as asinhas de frango fritas, os pipis com molho para sopinhas, e com sorte uma lasanha, que tem mais fama ainda que os rissóis, para acabar.

Como não há festa sem bolo e como os miudos gostam dos bolos giros, e como os bolos giros são caros, e como eles não gostam de cremes de bolos, e como a Mãe de todos tem prazer em agradar-lhes então pensou que podia tentar fazer um bolo de aniversário.
A D. Graciete que é a pasteleira da aldeia não ficou chateada porque apesar de perder aqui uma boa cliente, sim porque com 4 filhos seria sempre uma boa aposta, pode partilhar comigo algumas dicas e tem sempre o direito a ver e provar todos os meus bolos.



Quando já andam na escola é giro levar um para os meninos comerem ao lanche e depois é preciso ter um em casa para os outros convidados, ora isto vezes 4 iria tornar-se uma despesa incomportável.

Assim a Mãe de todos foi à internet, pesquisou e encontrou algumas soluções, pastas caras de compra já prontas a usar e muito profissionais e outras pastas artesanais mais baratas e mais amadoras, a escolha foi fácil e óbvia.


Eles passam o ano inteiro a pensar no tema do bolo, este vai variando ao longo dos meses até que chega a véspera da festa e ainda não sabem ao certo o que querem, não sabem eles nem eu, e depois ainda tenho que pôr em prática o que eles decidirem.



A altura em que o bolo chega à mesa é sempre uma alegria, é lindo ver as caras deles pasmados e felizes com o bolo que a Mãe de todos fez especial e exclusivamente para eles.


Passados meses ainda é tema de conversa o bolo da festa anterior e ai começa logo a conversa do tema do próximo.

E há ainda os amigos ou familiares, como o Alex que é um amiguinho e como o Martim que é um priminho que em vez de outra prenda tiveram um bolinho especial.



 Também há outras ocasiões em que a Mãe de todos tem que ligar o forno.


Ou como hoje que de fugida na cozinha, com os amigos na sala à conversa, fez um bolo no microndas, menos elaborado é certo, mas com tanto valor como qualquer um dos outros e se cantou os parabéns a um amigo.



E o melhor disto tudo é mostrar aos miudos que um bolo leva ovos, açucar e farinha mas principalmente  amor  e partilhar com as amigas o segredo para que mais meninos possam ter bolinhos feitos em casa pelas mamãs. Fica aqui a sugestão e onde aprender.
Pasta de marshmallows