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terça-feira, 9 de maio de 2017

Tanto colo ...

Já perdi a conta aos comentários que já ouvi sobre carregar sempre a Rosita junto a mim! Não posso dizer que sejam todos maus, mas na grande maioria o que há é uma espécie de desconfiança ou negatividade acerca deste assunto. 

- "Ela está tão habituada a ti que depois não quer mais ninguém." - dá para ver nestas fotos e pelos sorrisos rasgados que essa "dependência" que lhe querem impor não existe. E mais que estas pessoas não são sequer do convívio diário da Rosita!






- "É que assim só quer colo e depois nem brinca nem se entretém sozinha" -  sim, assim tipo isto que se vê nas fotos a seguir! Tadinha, tanto mundo para explorar e ela sempre ao colo, tipo lapa!






- "Ui , se se habitua a isso depois só dorme ao colo!" - Sim, ela ao colo dorme muito bem, mas ... dorme tão bem deitada também! E sem dramas! 




Esta manhã depois de beber um café, entrei em casa e tive que a deixar em cima da cama para ir à casa de banho, estava mesmo aflitinha, ok?, Ouvia-a choramingar quando me viu sair do quarto, depois silêncio, um outro chorinho do tipo resmungar e ... SILENCIO!

A sério?? A sério que um bebé que é sempre carregado ao colo é capaz de adormecer sozinho? Claro que sim, um bebé carregado é um bebé que se sente seguro e confia que há sempre um adulto a olhar por ele.



Por isso, mamãs, papás, avós ou outros cuidadores, muito colo aos vossos bebés, carreguem-nos o mais possível, sem culpas e sem medos. Eles quanto muito só se vão habituar a ser confiantes, seguros e independentes! 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Babywearing - as perguntas e os comentários

A Rosita tem sido a minha  bebé mais carregada.
De todos os filhotes, tem sido aquela com quem eu realmente faço mais babywearing, isto por necessidade e gosto, por ter mais informação mas também por trabalho.

O facto de a carregar faz com que ultimamente tenha bastantes conversas sobre babywearing com quem me aborda ou com quem nos olha com olhar curioso.

Deixo aqui as perguntas e observações mais frequentes e os meus comentários/respostas.

"Oh, isso não lhe faz mal, tantas horas assim nessa posição?" - Não, a posição em que um bebé é carregado num porta bebés ergonómico é a melhor para ele. Se repararem, um bebé assim carregado, está sentado e tem o peso suportado no rabo e nas pernas (de joelho a joelho) e não nos genitais (como nos marsupios que por aí há), ou seja não força a coluna do bebé nem magoa na zona genital.



"Queres ajuda?" - Agradeço, mas não é preciso. A ideia de carregar um bebé é dar à mãe autonomia e independência. O ideal do babywearing é poder pôr e tirar o bebé no porta bebés (seja ele qual for) sozinha. Isto deve ser ensinado à mãe que quer carregar o seu bebé, e a partir daí se for preciso alguma ajuda, deve apenas ser dada por quem saiba usar e em forma de palavras e não de toque, só assim a mamã alcançará a sua autonomia.

"Também tive uma coisa dessas/parecida, mas o meu bebé não gostava" - Também já tive e passei por isso. Provavelmente não seria um porta bebés ergonómico e daí o bebé não gostar, ou então apesar de ergonómico não estaria a ser usado como deve ser. É importante experimentar vários modelos e opções e principalmente ter a ajuda de uma consultora de babywearing para aprender a usar.

(fotos nossas, a experiência dá-nos ferramentas e conhecimento para fazer melhor!)




"Assim habitua-se a só andar ao colo" - E isso é perfeito. Um bebé pequenino (e não só) precisa de colo para sobreviver. Carregado juntinho à mãe ele sente-se seguro. Pode dormir, mamar ou simplesmente desfrutar do passeio sem ter que se sentir sozinho. Para a mamã é também uma questão de liberdade, pode fazer o que tem a fazer, com as duas mãos livres e um bebé que não chora e deixa fazer tudo.



Se quer saber mais sobre este tema, pedir ajuda para usar ou experimentar, pode contactar Amamenta Algarve 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Trabalhar a partir de casa ... ou da porta!

As vantagens de se trabalhar a partir de casa são muitas, quase tantas como desvantagens (sim porque está longe de ser fácil ... mas isso é coisa para outro post), mas das que mais destaco é a possibilidade de se trabalhar onde se estiver, seja casa ... ou à porta dela.

Ora se depois do café matinal, para começar bem o dia, chego à porta e a Rosita está a dormir ... o que faço?

a) Tirar o ovinho com ela lá dentro e rezar para que continue a dormir ...
b) Tirar a Rosita e ir mete-la na cama e rezar para que continue a dormir ...
c) Entrar em casa, ir buscar o computador (já agora colocar uma máquina de roupa a lavar), voltar para o carro e trabalhar enquanto a Rosita dorme ao som dos passarinhos e das teclas do meu pc (e nem é preciso rezar!) (bem dito wifi, casas térreas e uma carrinha espaçosa!)






sábado, 4 de março de 2017

Regressar ao trabalho

Enquanto conduzia senti aquela sensação de vazio, de falta de qualquer coisa, pensei que afinal era cedo, aquela angústia da separação, da incerteza, do regresso "ao trabalho".

Hoje foi a primeira vez que tive que que deixar a Rosa por mais que uma hora e ainda por cima sem previsão de hora de regresso!

Deixei com ela o stock de leite que consegui fazer nos últimos dias, fraldas, roupa extra, sopa e até uma papa instantânea (que ela ainda nem exprimentou) e confiei que ia correr tudo bem.  A avó e a Teresa ficaram encarregues da missão de cuidar da Rosita, que até agora era minha companheira para todo o lado, 9 meses in e 7 meses out.

Não foi fácil, mas depressa entrei noutra sintonia, passei de mãe a doula (uma mãe para a mãe) e entreguei-me.

No regresso a casa, de volta à Rosita e aos outros 3 que tinha deixado na avó,  o que tinha sido uma manhã chuvosa era agora uma tarde luminosa e cheia de sol e eu em vez de apreensão tinha um sorriso e o coração cheio.

Acolher o milagre da vida é sem dúvida uma bênção e uma honra.

Foram só 6 horas,  mas o suficiente para mais uma vez na minha vida passar pela ansiedade que é regressar ao trabalho depois de ter um bebé.

Se também está nesta fase, fica aqui a dica para o meu workshop Amamentar e trabalhar, sim!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Mais uma primeira vez

Porque na maternidade tudo é novo, sempre, alguma vez será sempre a primeira vez, e desta vez falo de creche.

Até agora todos os nossos filhos tinham ficado em casa, nossa ou dos avós, até aos 3 anos e depois entravam na pré primária aqui da aldeia, onde a educadora é a mesma desde o primeiro e até já se tornou nossa comadre, porque é madrinha do Zé.
Isto era o normal, a certeza, o caminho fácil por ser o  já trilhado há anos, mas por vezes há outros caminhos que se cruzam e aí temos que fazer escolhas.

A creche, o bicho papão, filhos meus ainda bebés a ficarem com gente estranha, gente que não dá colo, salas cheias de bebés a chorar, rotinas forçadas, desfraldes abruptos ... era isto que eu tinha na cabeça. (não que conhecesse, mas era assim que o meu coração pensava)

Com a Rosita pequenina, o Zé a pedir muita atenção e a Amamenta Algarve a precisar de muito trabalho para também crescer, estava a braços com 3 filhos em casa e às tantas não dava a devida atenção a nenhum deles, mas e eu via isso? Pois que desconfiava, mas quando o coração não quer os olhos não vêem.
Admito que fiquei sem chão quando percebi que o caminho me estava a empurrar para colocar o Zé na creche (aquele bicho papão) e eu não queria nada, tinha feito uma cruz em cima desse bicho e tinha MEDO, sim, porque uma mãe de 6 tem medo, muitos medos, medos x 6!

Os olhos iam rasos de água quando fui perguntar se havia vagas, com medo de ouvir a resposta, trouxe os papeis, tratei da parte prática, sempre de coração apertado. Depois fomos lá, os 3, eu o pai Fura Bolos e o Zé e o bicho papão ...

As pessoas que não dão colos, estavam lá, raparigas sorridentes, sentadas no chão com meninos ao colo.
As salas com bebés a brincar, um piriquito que canta alegremente na gaiola.
Uma educadora que nos ouviu, que quis saber quem é o Zé, como queremos fazer as coisas.
E assim, em menos de nada, quase como fazemos aos nossos filhos quando eles acordam de noite com medo do bicho papão e lhes afagamos o cabelo, afastámos o bicho, ou ele afastou-se e deixou-se ver de outra maneira.




O Zé teve ontem o seu primeiro dia de creche, de escolinha, e teve direito a ser acompanhado pelos manos que fizeram questão de o ir levar, mesmo sabendo que depois tinham que subir a rua a correr para não chegarem muito atrasados à escola. Só o mano Tiago faltou a esta "cerimónia" mas foi depois busca-lo de tarde.

O Zé fez um beicinho quando eu lhe disse que ia trabalhar e já voltava, mas ficou bem. Brincou, comeu, foi à casa de banho (sim, porque aos meus olhos ainda não estava desfraldado, e afinal está!) e até dormiu a sesta sem dramas.

Sempre de olhos bem abertos, mesmo esbugalhados, a observar e absorver tudo, calmo e meigo, foi assim que nos contaram o 1º dia.

Pronto, obrigada Zé, meu filhote, que me deste a oportunidade de conhecer outro caminho e me fizeste perder o medo dessa desconhecida que era a creche.


sábado, 10 de dezembro de 2016

A Liliana

Há dias a Liliana telefonou-me. Quem é a Liliana? Pois, eu não a conheço, mas a Liliana podia ser a Maria, a Andreia, a Elisabete, a Ana ... a Liliana é qualquer uma de nós.

Continuando...
A Liliana telefonou-me, estava eu a tomar o meu café matinal, um destes dias, e o que precisava era apenas saber que não está sozinha.

Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos em que achamos que ninguém nos compreende, que mais ninguém está a passar pelo mesmo, que o nosso bebé é o único a não dormir, que nós somos as únicas a dar colo a mais ou a menos, que a amiga da prima do vizinho tem um bebé que engorda mais que o nosso ... e podia continuar por aí fora.
Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos e ponto!

A Liliana ligou-me porque sabe que tal como ela, tenho uma bebé pequenina, porque conhece a minha cara (daqui do blog) e porque sabia que eu a ia compreender e ouvir sem julgar. Não nos conhecemos, mas afinal de contas todas nos conhecemos.

É tão importante termos alguém a quem ligar, fiquei tão feliz por saber que a Liliana sentiu que me podia ligar.

O que aconteceu naquela conversa foi apenas ouvir a Liliana e fazer com que as palavras dela ecoassem e confirmassem que o que está a fazer é o melhor que sabe e está perfeito, o que recebi de volta foi o eco da minha escuta que me confirmou mais uma vez que estou no caminho certo.

É nestas situações que percebo muita coisa, que aceito muitas outras e que agradeço.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Papá e Rosita


Hoje foi mais uma vez dia de curso de massagem e como o pai Fura Bolos também gosta de aprender e fazer mas custa a estar sentado no chão, arranjamos uma alternativa ao tapete. 

Sentado numa cadeira e com a Rosita bem ao seu nível, foi vê-los a trocarem sorrisos, olhares e palreios. Mais que o toque esta é sem dúvida uma mais valia da massagem, o vinculo que se cria entre pais e bebés. 



Mais informação sobre o curso de massagem do bebé para pais no site Amamenta Algarve

domingo, 13 de novembro de 2016

Massagem do bebé

A massagem no bebé, ou em crianças e adultos, tem enormes benefícios, e apesar disto e de já ter 6 filhos nunca tinha feito um curso de massagem do bebé, mas como nunca é tarde para aprender agora é o momento.

A Maria Gallet, madrinha da nossa Rosita, minha grande amiga, minha doula e minha parceira no projecto Amamenta Algarve é também instrutora de massagem do bebé e eu não podia perder esta oportunidade de aprender com ela como fazer massagens aos bebés.

Eu e o Paulo vamos às quartas feiras de manhã ao curso, com 4 filhotes na escola e o Zé numa avó, podemos entregar-nos somente à Rosita que lá por ser a #6 tem tanto direito a mimos como os outros.



E que sorte ela tem, se à quarta feira tem o pai e a mãe com ela, ao sábado tem a Teresa.

Porque a massagem é uma ferramenta muito útil e cria vínculos fortes, e porque a Teresa tem muito jeito e fazia gosto em aprender, ao sábado "entrego" a Rosita nas mãos da mana e é isto!

É muita ternura junta, não acham?








A Teresa tem 9 anos, a Rosita tem 3 meses ... haverá mais a dizer?

Mais informações sobre os cursos de massagem do bebé para pais em Amamenta algarve

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Uma sopa para o jantar ...

Dei de mamar à Rosa enquanto o Zé, que estava quentinho e já tinha vomitado de tarde, via um episódio do Ruca. A Rosa ficou no carrinho, mas a pedir alguma atenção.

A panela com água já estava ao lume, descasco 2 ou 3 batatas e o Zé vem pedir mama. Largo as batatas, passo pela mesa onde o João e a Teresa fazem os trabalhos de casa e sento-me no sofá a dar mama ao Zé e a abanar o carrinho da Rosa.

Umas 3 cenouras, 1 cebola, mas quando pego no nabo o Zé chama outra vez. Vejo a cara de horror da Julieta, que estava a dançar na sala, a ver o Zé vomitar o sofá todo. Levo o Zé, dou-lhe uma chuveirada, seco e visto, limpo o sofá e o chão.

Volto à sopa, o Tiago está para o quarto ou coisa que o valha, tem 12 anos e andamos em choque, dizem que é adolescência. Sal, courgete e o Zé aparece na cozinha, branco a olhar para mim, e vomita de jacto!

- Oh mãe, qual é o plural de "desagradável" - pergunta a Teresa lá da mesa
- Não sei! - respondo em modo cansada, chateada e com birra, enquanto dispo o Zé outra vez, lavo o chão da cozinha, dou-lhe outro banho, seco e visto ...

A febre está nos 38.4 e a subir. A Rosa dorme, tranquila, no meio disto tudo, adormeceu sozinha a chuchar no dedo.

Tudo passado com a varinha e já está.

Ponho a sopa na mesa, a Teresa e o João já tiraram os cadernos e canetas.

Sento-me e como, todos à mesa, já cansados, cheios de sono, e são só 20h30.

20h45 estão todos na cama!
Como é possível, em 2 horas acontecer isto tudo e  uma sopa para o jantar?

Está confuso o texto, não está? Imaginem ao vivo e a cores!
Se experimentarem a receita digam, a da sopa, claro, que o resto é só um desabafo!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Amamenta Algarve

Quem costuma vir aqui a este cantinho, sabe que sou mãe que amamenta,mas também sou uma profissional na área da amamentação e maternidade.

Como conselheira em aleitamento materno tenho acompanhado e apoiado muitas mamãs no inicio da amamentação mas não só, também quando regressam ao trabalho ou quando surge alguma dificuldade, e para isso e por isso nasceu a Amamenta Algarve.

A Amamenta Algarve é um projecto que pertence a uma rede, Rede Amamenta que já está em mais 3 distritos, Amamenta Porto, Amamenta Lisboa e Amamenta Setúbal, que foi pensado por mulheres para mulheres mas não só!

Porque acreditei desde logo neste modelo de apoio em rede,  não hesitei em juntar-me a ele, contando com a companhia da minha querida amiga e comadre Maria Gallet.

E como nem tudo é Lisboa ou Porto, a Amamenta Algarve existe para apoiar, informar e inspirar confiança a todas as mães espalhadas por este pedaço de terra ao sul.

Visitem a nossa página no facebook, visitem o nosso site, partilhem com as amigas, algarvias ou não, e se sentirem necessidade contactem-nos.



domingo, 18 de setembro de 2016

Trovante - que frustração!

Não, não estou a criticar os Trovante, nem muito menos o concerto que deram ontem à noite em Sagres, porque nem o vi todo ... e o pouco que vi deu para perceber que ia ser um grande concerto, estou sim a falar da minha frustração como mãe.

Há quase 2 semanas que sabíamos do concerto, apontei no calendário, apontei no nosso quadro semanal, falei aos miúdos da banda, combinámos ir, entusiasmei-me ... mas sinto que falhei!

Depois de um mergulho em fim de tarde, um lanche na praia, banhos e jantares, vestimos casacos, levamos carrinho, pano e mochila e abalámos para Sagres. No caminho todos iam entusiasmados, eles e nós, mas à saída da carrinha já se via que a disposição e o cansaço estavam a pregar partidas. Algumas más caras, má disposição e nós a ficarmos stressados. Pus a Rosa no pano, o Paulo carregou o Zé às costas na mochila e sentámos a Julieta no carrinho (para evitar que achasse longe ...) e fomos até ao palco.

A espera de 30 minutos fez estragos na disposição deles, a Julieta entrou em loop a dizer que não via nada (ainda que eu tenha mudado de lugar umas poucas de vezes para que visse), a Teresa estava de cara fechada como se estivesse a fazer um frete, o João não parava de fazer asneiras (ou melhor, de ser criança), o Tiago vá lá vá lá que queria ver o concerto, os bebés, Zé e Rosita não deram trabalho nenhum e dormiam ...

Zanguei-me, amuei, fiquei triste e depois de muito ameaçar que íamos embora, e enquanto o pai tinha levado o João para ir à casa de banho, empurrei o carrinho da Julieta (que continuava a chorar) e com os outros amuados atrás de mim, fiz-me ao caminho para sair dali.

Enquanto esperava pelo pai Fura Bolos (já mais afastada da multidão), uma rapariga de menina ao colo, abordou-me:
- Você não me conhece, mas eu conheço-a (daqui do blogue) e tenho que lhe dar os parabéns pela mãe que aparenta ser.
- Tem dias, respondi eu (o escuro não permitiu que ela visse as lágrimas que me bailavam nos olhos), hoje não é um deles, vou-me agora embora porque estou cansada e stressada e arrependida de ter vindo com eles ...
- Olhe e eu estou de lágrimas nos olhos porque há 11 anos que não vinha a um concerto sem ser do Panda e coisas assim ...

Ficámos assim, e na volta a casa o silencio na carrinha deixava os meus suspiros de frustração ecoar ...

Sim, eu sei que a culpa foi minha, criei expectativas e ao ver a noite de um concerto que se previa muito bom, desmoronar não soube lidar com isso.
Como se lida com isto? Como se lida com a frustração?

Tem dias, tenho dias, como qualquer mãe ... e este sábado foi um dia menos bom!

Parabéns aos Trovante pelos 40 anos de carreira ...


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

E depois há noites destas...

Hoje a Rosa só quer mama e colo, e se a pouso mesmo quando já está a dormir não se fica. Nem cama, nem carrinho nem espreguiçadeira, ah sim, então dá-lhe colo e mama.. Sim isso é o ideal, mas tinha mais 3, logo os mais novos, (os outros 2 foram para a avó)  para dar jantar e adormecer também.

O Zé mamou da esquerda, mamou da direita... colo, sofa, estica daqui, deita acolá, e nada, e a Rosa na espreguiçadeira embalada pelo meu pé. Finalmente parecia dormir, mas quando o levei para a cama, pumba Rosa a chorar , Zé que acorda... Rosa à mama, Zé na cama... Lá adormeceu.

Voltei à sala, e tenho os outros 2 ferrados a dormir... Sim, e vão ficar assim mesmo, uma no sofá outro no colchão que temos no chão!

E a Rosa dorme, agora, nos meus braços de mama na boca ao som do volei de praia.

Porque é que escrevi isto?  Só porque sim, e porque assim dou mais valor aos dias em que tudo corre melhor.  (É que às vezes entro em stress sem razão).




sábado, 13 de agosto de 2016

Palpites, opiniões e outros sobre bebés

Todos têm algo a dizer, sempre!

Quem já foi mãe sabe disto, muito gosta o pessoal em redor de opinar sobre os cuidados ao recém nascido, sobre as opções da mãe, sobre as atitudes do pai, sobre o que e é melhor para aquele bebé.

Ninguém está mais habilitado que a vizinha, prima, sogra, amiga da mãe, colega de trabalho da tia ou simplesmente uma desconhecida para saber as reais necessidades do bebé e ensinar a mãe a ser uma boa mãe.

Ontem precisei de ir ao supermercado, e digo precisei porque foi mesmo isso, foi preciso, e levei a Rosa comigo. O pai Fura Bolos levou os outros com ele para que pudessem correr e brincar um pouco e foi tratar dos nossos porcos, enquanto me deixou no supermercado para ir buscar meia dúzia de coisas.

Levei a Rosa no ovinho dentro do carrinho das compras, porque era realmente uma coisa rápida, sim, podia levar no pano, sim o ovinho é só para o carro, sim o carrinho das compras não é indicado ... e isso tudo e tudo e tudo.

Quando cheguei à caixa a senhora atrás de mim olha derretida para a Rosita e inicia o seguinte dialogo.
Senhora desconhecida (SD) - Oh tão pequenina, tem quanto tempo?
Mãe (eu) - Tem 11 dias
SD - Oh, coitadinha, e esta mãe traz uma bebé tão pequenina para o supermercado!!??
Eu - Sim, esta mãe é mãe de mais 5 que também precisam de comer! Acredite que o ultimo sitio onde eu queria vir, com ou sem bebé, é a um supermercado em Agosto no Algarve!

Pronto, a senhora desconhecida remeteu-se ao silêncio, não sei se tinha mais alguma sugestão ou palpite de como eu podia ser melhor mãe ... mas esta mãe pagou e foi à vida dela, que inclui tratar de mais 5 filhos, bem ou mal!

Ser mãe (ou pai) é a tarefa mais difícil deste mundo e ter que contar com os palpites dos outros normalmente não alivia em nada! Ufa!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Segurança social no seu melhor - 14 páginas!

A Rosa nasceu, tem direito a abono de família, o pai tem direito a uns dias e a mãe a subsidio de maternidade, até aqui tudo certo. 

A Rosa nasceu e então é preciso tratar destas papeladas, registo, segurança social, centro de saúde ... enfim, e nós até nem temos muito que nos queixar pois no nosso concelho há estes serviços todos e sem filas. 

Mas 14 páginas para preencher?? 
A sério, foram 14 páginas que a senhora da segurança social fez a sua impressora vomitar e me disse com ar calmo que só tinha que preencher e entregar junto com 3, imaginem 3,  cópias da certidão do registo (sim porque lá também não tiram fotocópias), sendo que as 3 cópias acabam por ficar todas juntas num qualquer arquivo de papéis, e o IRS! 

Marafei-me !! Mesmo! 

Ora então é assim eram 14 páginas sendo 3 delas iguais e onde era suposto eu escrever o nome, numero de segurança social, numero de contribuinte  e parentesco para cada um de nós, 7 linhas x 3 formulários x 4 dados, calma afinal não é só isto, é que cada formulário só dá até 6 pessoas, por isso há que preencher mais 3 formulários de continuação, novamente com o cabeçalho com os mesmos dados já preenchidos outras tantas vezes e a 7ª pessoa do agregado familiar, porque a Rosa neste caso não entra. 

Marafei-me, não tinha as ditas cópias, não tinha o IRS e não tinha pachorra para tanto papel sabendo que não serve para nada e que a senhora pega naquilo, regista tudo no computador e dá-me uma folha a confirmar que entreguei as ditas 14 páginas! Viemos embora, com as 14 páginas debaixo do braço. 

Sentei-me ao computador, abri o site da segurança social directa e em 4 cliques entreguei o meu pedido de maternidade, com anexo de 3 fotos tiradas por mim à certidão de registo, feito!

Depois preparei-me para entregar o do pai Fura Bolos, mas como perdi a password pedi uma nova e entrego assim que chegar. 

Entretanto ia pedir o abono da Rosa mas como não tinha ainda numero de segurança social não dava, diz para ir a um balcão pedir. Lá fomos nós, hoje pedir o numero, também não dá! Ou entregamos o pedido de abono em papel ? ou não há NISS para ninguém! Foram "só" 3 páginas, mas onde tive que repetir o meu nome 3 vezes, os meus números 3 vezes, a nossa morada 2 vezes e os nomes e números da malta toda 1 vez. 

Agora vamos lá ver, será mesmo possível que a segurança social não tenha lá estes dados todos nossos?? Será mesmo possível que na internet não seja preciso preencher nada e em 4 cliques, apenas de confirmação tenhamos tudo entregue? 

Tanta vez se fala em simplificar e em cruzamento de dados e afinal a segurança social não tem no seu sistema estas informações todas? Tem, porque a senhora até consultou o sistema para me dar o numero do Zé (que eu não tinha comigo) para eu escrever no tal formulário. 

A sério, cabe na cabeça de alguém? Na minha custa a caber e hoje estava mesmo marafada a tratar disto!

Para quem tem 1 filho ou 2 esta conversa toda até pode não fazer muito sentido, ainda assim é chato para uma recém mamã ter que preencher tanta papelada, mas para quem tem 6 !!! Upa upa e haja fôlego para as 14 páginas! 

Na primeira ida à segurança social a senhora ainda me disse que era para estas coisas que o pai tinha direito a uns dias. Talvez um dia ou dois, mas não todos minha senhora, o pai tem direito a uns dias para poder estar com o novo bebé, cuidar da mãe que amamenta, dar atenção aos outros filhos, fazer o jantar para a família... o pai tem todo o direito a ficar em casa a viver a nova família. 

Isto é que é a Segurança Social a apoiar a natalidade em grande!



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Onde arranjo forças?

Em momentos como este.




Hoje não foi tão fácil gerir o jantar/ deitar com os 6, nem tudo é sempre pacifico e tranquilo, aliás, a maior parte dos dias há confusões e conflitos, mas já todos dormem, e eu escrevo agora este texto com a Rosa nos meus braços a mamar.

O que me deixa feliz?  Amanhã ser um novo dia, com mais desafios e alegrias.

domingo, 26 de junho de 2016

Parar antes de ...

Pedi à Teresa para me apanhar uma roupa no quintal, e ela foi lá para fora.

Entretanto a avó veio cá a casa para vir buscar os 3 mais velhos para dormirem lá em casa e em 2 minutos abalaram ... a Teresa incluída.
Quando olhei para a corda vi que a roupa já lá não estava, mas nisto olho e vejo o alguidar da roupa esquecido no chão, onde a cadela lhe podia chegar. O meu primeiro pensamento, de impulso, foi ligar à avó para dizer à Teresa que não tinha acabado a tarefa e ainda por cima tinha deixado o alguidar assim na rua, mas como tinha que comer e dar comida aos outros 2 ... o tempo passou.

Agora fui lá fora buscar o alguidar, ainda ia chateada, mas assim que cheguei junto do estendal ... passou!

Sorri, e fui buscar o tablet para tirar esta foto.


É tão difícil ser mãe! E eu que tantas vezes, vezes demais, ajo por impulso!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A vida é um jardim

- Oh mãe, mas criaste uma página para isso, foi? - Sobre a página "O nosso parto"

Perguntou-me o Tiago ao sentar-se ao meu lado no sofá, enquanto eu trabalhava no computador.

- Sim, Tiago, vê aqui que eu explico-te.

E passo a passo, janela a janela, fui-lhe mostrando o texto que escrevi sobre o nosso desejo, a página com as fotos, o sorteio e como funcionam as rifas online, o porquinho mealheiro e a aplicação que mostra a evolução ...

- Uau, mãe! Acho que vamos conseguir.

Parece-me que mesmo antes de tudo o resto, já estou a passar algo de muito positivo aos meus filhos, e haverá mais alguma coisa que importe nesta vida?




domingo, 1 de maio de 2016

O nosso parto

Como sabem somos pais de 5 filhos com o 6º a caminho.
Acreditamos que o nascimento de um bebé é um acontecimento que deve ser respeitado, harmonioso, suave, poderoso, intenso, cheio de amor.
Em Portugal infelizmente para conseguir juntar isto tudo num parto não há muitas opções, ou melhor há mas nem sempre está ao alcance de todos. Por isso mesmo resolvemos que esta seria a nossa oportunidade como pais de mostrar aos nossos filhos que quando queremos muito uma coisa, lutamos por ela e acreditamos que é possível.
Então criamos uma página no facebook, "O nosso parto",  com o intuito de angariar fundos para pagar o nosso parto, que será domiciliar, planeado, acompanhado por duas parteiras, a nossa doula, o nosso fotografo e os nosso filhos.
Queremos receber o nosso 6º filho em casa, em família, rodeado de energia positiva.
Esta é uma escolha informada, baseada em evidências cientificas sobre parto domiciliar e aberta ao que o universo tiver reservado para nós.
Estamos gratos por poder escolher.

Para já temos um sorteio a decorrer, quem quiser habilitar-se a um cabaz de artigos personalizados para bebé e ao mesmo tempo ajudar-nos a ficar mais perto do nosso objectivo, pode preencher o formulário. 





Feliz dia da Mãe!

Esta manhã recebi beijinhos e prendinhas feitas na escola dos filhotes. Florinhas, postais, vasinhos, tudo lindo.

Agora vim abrir o computador e tinha à minha espera mais uma surpresa. A entrevista que dei há dias para o movimento das Mães d'Água  saiu hoje em rubrica especial do Dia da Mãe.

Podem ler aqui a entrevista.

Para todas as mães um feliz dia, cheio de beijinhos e abracinhos.

Foto de Gonçalo Rosa da Silva

quarta-feira, 27 de abril de 2016

5ª feira nas bancas!

Há umas semanas vieram de Lisboa ao Algarve de propósito, caderno e caneta numa mala, máquina e pano preto noutra. 

Uma entrevista e sessão fotográfica especial, engraçada, cheia de gargalhadas e fugas que só deu bons frutos pelo profissionalismo e experiência do fotografo e da jornalista! 

5ª feira está nas bancas, a revista Visão, com uma reportagem sobre maternidade, a não perder! 



Prometo mais fotos daqui a uns dias!