Enquanto conduzia senti aquela sensação de vazio, de falta de qualquer coisa, pensei que afinal era cedo, aquela angústia da separação, da incerteza, do regresso "ao trabalho".
Hoje foi a primeira vez que tive que que deixar a Rosa por mais que uma hora e ainda por cima sem previsão de hora de regresso!
Deixei com ela o stock de leite que consegui fazer nos últimos dias, fraldas, roupa extra, sopa e até uma papa instantânea (que ela ainda nem exprimentou) e confiei que ia correr tudo bem. A avó e a Teresa ficaram encarregues da missão de cuidar da Rosita, que até agora era minha companheira para todo o lado, 9 meses in e 7 meses out.
Não foi fácil, mas depressa entrei noutra sintonia, passei de mãe a doula (uma mãe para a mãe) e entreguei-me.
No regresso a casa, de volta à Rosita e aos outros 3 que tinha deixado na avó, o que tinha sido uma manhã chuvosa era agora uma tarde luminosa e cheia de sol e eu em vez de apreensão tinha um sorriso e o coração cheio.
Acolher o milagre da vida é sem dúvida uma bênção e uma honra.
Foram só 6 horas, mas o suficiente para mais uma vez na minha vida passar pela ansiedade que é regressar ao trabalho depois de ter um bebé.
Se também está nesta fase, fica aqui a dica para o meu workshop Amamentar e trabalhar, sim!
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sábado, 4 de março de 2017
sábado, 10 de dezembro de 2016
A Liliana
Há dias a Liliana telefonou-me. Quem é a Liliana? Pois, eu não a conheço, mas a Liliana podia ser a Maria, a Andreia, a Elisabete, a Ana ... a Liliana é qualquer uma de nós.
Continuando...
A Liliana telefonou-me, estava eu a tomar o meu café matinal, um destes dias, e o que precisava era apenas saber que não está sozinha.
Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos em que achamos que ninguém nos compreende, que mais ninguém está a passar pelo mesmo, que o nosso bebé é o único a não dormir, que nós somos as únicas a dar colo a mais ou a menos, que a amiga da prima do vizinho tem um bebé que engorda mais que o nosso ... e podia continuar por aí fora.
Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos e ponto!
A Liliana ligou-me porque sabe que tal como ela, tenho uma bebé pequenina, porque conhece a minha cara (daqui do blog) e porque sabia que eu a ia compreender e ouvir sem julgar. Não nos conhecemos, mas afinal de contas todas nos conhecemos.
É tão importante termos alguém a quem ligar, fiquei tão feliz por saber que a Liliana sentiu que me podia ligar.
O que aconteceu naquela conversa foi apenas ouvir a Liliana e fazer com que as palavras dela ecoassem e confirmassem que o que está a fazer é o melhor que sabe e está perfeito, o que recebi de volta foi o eco da minha escuta que me confirmou mais uma vez que estou no caminho certo.
É nestas situações que percebo muita coisa, que aceito muitas outras e que agradeço.
Continuando...
A Liliana telefonou-me, estava eu a tomar o meu café matinal, um destes dias, e o que precisava era apenas saber que não está sozinha.
Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos em que achamos que ninguém nos compreende, que mais ninguém está a passar pelo mesmo, que o nosso bebé é o único a não dormir, que nós somos as únicas a dar colo a mais ou a menos, que a amiga da prima do vizinho tem um bebé que engorda mais que o nosso ... e podia continuar por aí fora.
Quando se tem um bebé pequenino passamos por muitos momentos e ponto!
A Liliana ligou-me porque sabe que tal como ela, tenho uma bebé pequenina, porque conhece a minha cara (daqui do blog) e porque sabia que eu a ia compreender e ouvir sem julgar. Não nos conhecemos, mas afinal de contas todas nos conhecemos.
É tão importante termos alguém a quem ligar, fiquei tão feliz por saber que a Liliana sentiu que me podia ligar.
O que aconteceu naquela conversa foi apenas ouvir a Liliana e fazer com que as palavras dela ecoassem e confirmassem que o que está a fazer é o melhor que sabe e está perfeito, o que recebi de volta foi o eco da minha escuta que me confirmou mais uma vez que estou no caminho certo.
É nestas situações que percebo muita coisa, que aceito muitas outras e que agradeço.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Slingo Coisas
Esta coisa de carregar os bebés em panos ou mochilas é gira e acima de tudo muito útil.
Com os recém nascidos gosto muito de usar panos elásticos, chamo-lhes o kit mãos livres do pós parto. São fáceis de amarrar, podemos fazer a amarração e pôr e tirar o bebé sem ter de desamarrar e permitem que o bebé durma enquanto nós fazemos a nossa vidinha. Ajudam a tranquilizar o bebé, a aliviar as cólicas e a dar colo sem ter as mãos ocupadas.
Aqui há tempos a Tais Nemchenko ofereceu-me um pano elástico para eu usar com a Rosita e sem dúvida que é um pano perfeito para os primeiros meses. Considero que este pano seja um low cost dos panos, o que eu adoro, porque sou mesmo assim, gosto de poupar e ter produtos com boa relação qualidade/preço e estão disponíveis numa série de cores o que também é uma mais valia. Podem saber mais em Slingo Coisas.
Aqui o pai a carregar a Rosita, com 2 meses, e fotos da Mãe de Todos não há porque nunca ninguém se lembra de fotos a não ser eu.
Mas assim também é bom, pois mostra que babywearing não é só para mamãs, é também para papás porque colo é colo.
Entretanto para quem carrega bebés e precisa de entrete-los ou enquanto mamam para não beliscarem as mamãs, na Slingo Coisas podem também ver os colares de babywearing/amamentação. Coloridos, atractivos e seguros para os bebés mexerem e porem na boca.
Este em verdes e laranjas é o meu, uma oferta também da Slingo Coisas e que por agora serve para o Zé se entreter enquanto mama, daqui a uns mesinhos servirá também para a Rosita.
Se pensa que é complicado usar panos, se tem um mas não consegue amarrar, se gostava de experimentar outras opções, e vive no Algarve, pode ainda se inscrever no workshop de babywearing que vamos organizar, em Amamenta Algarve.
Com os recém nascidos gosto muito de usar panos elásticos, chamo-lhes o kit mãos livres do pós parto. São fáceis de amarrar, podemos fazer a amarração e pôr e tirar o bebé sem ter de desamarrar e permitem que o bebé durma enquanto nós fazemos a nossa vidinha. Ajudam a tranquilizar o bebé, a aliviar as cólicas e a dar colo sem ter as mãos ocupadas.
Aqui há tempos a Tais Nemchenko ofereceu-me um pano elástico para eu usar com a Rosita e sem dúvida que é um pano perfeito para os primeiros meses. Considero que este pano seja um low cost dos panos, o que eu adoro, porque sou mesmo assim, gosto de poupar e ter produtos com boa relação qualidade/preço e estão disponíveis numa série de cores o que também é uma mais valia. Podem saber mais em Slingo Coisas.
Aqui o pai a carregar a Rosita, com 2 meses, e fotos da Mãe de Todos não há porque nunca ninguém se lembra de fotos a não ser eu.
Mas assim também é bom, pois mostra que babywearing não é só para mamãs, é também para papás porque colo é colo.
Entretanto para quem carrega bebés e precisa de entrete-los ou enquanto mamam para não beliscarem as mamãs, na Slingo Coisas podem também ver os colares de babywearing/amamentação. Coloridos, atractivos e seguros para os bebés mexerem e porem na boca.
Este em verdes e laranjas é o meu, uma oferta também da Slingo Coisas e que por agora serve para o Zé se entreter enquanto mama, daqui a uns mesinhos servirá também para a Rosita.
Se pensa que é complicado usar panos, se tem um mas não consegue amarrar, se gostava de experimentar outras opções, e vive no Algarve, pode ainda se inscrever no workshop de babywearing que vamos organizar, em Amamenta Algarve.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Um dia difícil com uma noite tranquila
Hoje foi um daqueles dias que nem vale a pena relatar ... mas como em todas as famílias, há dias assim, eles existem, acontecem e por isso também não devem ser ignorados!
Hoje respirei fundo, gritei e até chorei, tudo em muito! Há dias assim!
Estamos todos cansados, são os já quase 3 meses de férias, é a chegada de mais um bebé, é o calor, a energia acumulada, as saudades da escola, é o meu pós parto, é a vontade de recomeçar rotinas ... eu sei lá o que é! É tudo junto, qual panela de pressão pronta a saltar o pipo!
Mas depois disto tudo, e com o calor que está, a noite quente e sem brisa, a festarola de música e barraquinhas de artesanato que havia na Praia da Luz e o pai Fura Bolos a me dizer porque é que não ia sair com os miúdos ... lá fui!
Seis para dentro da carrinha eram umas oito e meia da noite.
Rosita no pano, Zé no carrinho e os outros 4 pelo seu pé, lá fomos descendo a rua ao som da música e das risadas das muitas pessoas que se passeavam pelas ruas. Luzes brilhantes, barraquinhas cheias de coisas giras, gente simpática, paragens para mostrar a Rosita, sempre a contar cabeças, a chamar um ou outro, e a fila para comer umas bifanas em bolo do caco.
Sim, quase que caí na tentação de pedir uma poncha da Madeira, em jeito de "toma lá isto, bebe e relaxa que já só faltam 10 dias para a escola começar!", mas não bebi, pensei na Rosita e no Zé e nas mamadas que iriam fazer a "saber" a poncha! (se tiver outro dia como este, não sei se me seguro!)
A sobremesa foi no Hugo Beaty onde o pai lhes serviu uns gelados e eu bebi um café, sim, está uma cerveja na mesa, eu sei, mas juro que era do Pai Fura Bolos!
Cheguei à porta de casa eram 23h30 e quando abri a carrinha lá atrás o cenário era este! Socorro!
Mas sim, consegui acordar os mais pesados e carregar os mais leves e em 5 minutos estava tudo a dormir nas suas camas, ufa!
Está uma noite espectacular, são 3 da manhã !
Hoje respirei fundo, gritei e até chorei, tudo em muito! Há dias assim!
Estamos todos cansados, são os já quase 3 meses de férias, é a chegada de mais um bebé, é o calor, a energia acumulada, as saudades da escola, é o meu pós parto, é a vontade de recomeçar rotinas ... eu sei lá o que é! É tudo junto, qual panela de pressão pronta a saltar o pipo!
Mas depois disto tudo, e com o calor que está, a noite quente e sem brisa, a festarola de música e barraquinhas de artesanato que havia na Praia da Luz e o pai Fura Bolos a me dizer porque é que não ia sair com os miúdos ... lá fui!
Seis para dentro da carrinha eram umas oito e meia da noite.
Rosita no pano, Zé no carrinho e os outros 4 pelo seu pé, lá fomos descendo a rua ao som da música e das risadas das muitas pessoas que se passeavam pelas ruas. Luzes brilhantes, barraquinhas cheias de coisas giras, gente simpática, paragens para mostrar a Rosita, sempre a contar cabeças, a chamar um ou outro, e a fila para comer umas bifanas em bolo do caco.
Sim, quase que caí na tentação de pedir uma poncha da Madeira, em jeito de "toma lá isto, bebe e relaxa que já só faltam 10 dias para a escola começar!", mas não bebi, pensei na Rosita e no Zé e nas mamadas que iriam fazer a "saber" a poncha! (se tiver outro dia como este, não sei se me seguro!)
A sobremesa foi no Hugo Beaty onde o pai lhes serviu uns gelados e eu bebi um café, sim, está uma cerveja na mesa, eu sei, mas juro que era do Pai Fura Bolos!
Cheguei à porta de casa eram 23h30 e quando abri a carrinha lá atrás o cenário era este! Socorro!
Mas sim, consegui acordar os mais pesados e carregar os mais leves e em 5 minutos estava tudo a dormir nas suas camas, ufa!
Está uma noite espectacular, são 3 da manhã !
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Gasta-se pouca água no puerpério!
"Hoje consegui tomar um duche"
Quem já disse esta frase às amigas ou numa conversa de café é porque já teve pelo menos um filho, é ou não é verdade?
O verbo conseguir é mesmo o indicado, porque seja com 1 ou mais filhos, tomar um duche nas primeiras semanas pós parto é um feito, e não é diário, com certeza!
Nos primeiros dias gastamos alguma água em lavagens mais intimas, principalmente se foi parto normal (seja com ou sem pontos ), mas tenho a certeza que o volume de duches, banhos de imersão então nem vou referir, reduz drasticamente para os que se consegue em vez dos que se queria (ou até mesmo devia).
Hoje foi um desses dias! Consegui tomar um duche e não foi só.
Rapei as pernas, as axilas, e no meio deste abuso todo até cortei as unhas dos pés e pintei! Parecia que estava num spa.
Claro que a meio deste processo já estava a ouvir a Rosita a chorar, mas ela tinha mamado e estava ao colo do pai, por isso teve que aguentar os longos 20 minutos em que eu "tomei um duche" !
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Livre demanda - Amamentação
No outro dia uma senhora conhecida viu-me com a Rosita ao colo e perguntou-me de quantas em quantas horas ela mamava. A minha reacção foi imediata, olhei para os meus pulsos e mostrei-os à senhora dizendo:
- Olhe, não faço ideia, eu nem uso relógio! - e sorri
A verdade é que é mesmo assim, eu não uso relógio há muitos anos, quando preciso ver as horas tenho o telemóvel, e para dar de mamar com sucesso não é preciso ver horas.
A Rosita mama sempre que pede, ou não pede, mama quando chora, quando se mexe muito, quando tem soluços, quando está a dormir ou acordada ... mama porque sim e mama porque não. Está muito calor e um bebé a leite materno exclusivo precisa de mamar para comer mas também para hidratar e só vindo à mama muitas vezes se consegue isso.
Então mas isso assim "não deve ser fácil, não há rotinas,é uma grande dependência, só tu a podes acalmar...", sim é isso tudo e é assim que faz sentido para mim. Uma bebé tão pequenina precisa da mãe sempre, precisa de colo sempre e não faz a mínima ideia do que são rotinas (ela também não usa relógio como eu), por isso está perfeito.
Então é porque se calhar o leite é fraco ou não chega? - Não, é mesmo só porque é normal uma bebé mamar assim. Ela engorda bem, está bem, faz muito xixi e dorme que se desunha (esta vou dizer baixinho para não estragar), então está tudo perfeito.
O Zé também ainda está em livre demanda, sim, já tem 24 meses, mamou a gravidez toda e agora continua.
- Já viu, e antigamente diziam que na gravidez o leite estava estragado e fazia mal aos bebés que ainda mamassem ... - sorri e expliquei a esta outra senhora, já com mais idade, que não é assim, que o leite não se estraga e muito menos faz mal.
Dar de mamar assim aos 2 é cansativo? - Uns dias sim outros não, mas é fácil, prático e ainda por cima é o melhor que lhes posso dar.
- Olhe, não faço ideia, eu nem uso relógio! - e sorri
A verdade é que é mesmo assim, eu não uso relógio há muitos anos, quando preciso ver as horas tenho o telemóvel, e para dar de mamar com sucesso não é preciso ver horas.
A Rosita mama sempre que pede, ou não pede, mama quando chora, quando se mexe muito, quando tem soluços, quando está a dormir ou acordada ... mama porque sim e mama porque não. Está muito calor e um bebé a leite materno exclusivo precisa de mamar para comer mas também para hidratar e só vindo à mama muitas vezes se consegue isso.
Então mas isso assim "não deve ser fácil, não há rotinas,é uma grande dependência, só tu a podes acalmar...", sim é isso tudo e é assim que faz sentido para mim. Uma bebé tão pequenina precisa da mãe sempre, precisa de colo sempre e não faz a mínima ideia do que são rotinas (ela também não usa relógio como eu), por isso está perfeito.
Então é porque se calhar o leite é fraco ou não chega? - Não, é mesmo só porque é normal uma bebé mamar assim. Ela engorda bem, está bem, faz muito xixi e dorme que se desunha (esta vou dizer baixinho para não estragar), então está tudo perfeito.
O Zé também ainda está em livre demanda, sim, já tem 24 meses, mamou a gravidez toda e agora continua.
- Já viu, e antigamente diziam que na gravidez o leite estava estragado e fazia mal aos bebés que ainda mamassem ... - sorri e expliquei a esta outra senhora, já com mais idade, que não é assim, que o leite não se estraga e muito menos faz mal.
Dar de mamar assim aos 2 é cansativo? - Uns dias sim outros não, mas é fácil, prático e ainda por cima é o melhor que lhes posso dar.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
E não dói? - Análises ao sangue
O fim da gravidez trouxe-me uma ligeira anemia que eu fui combatendo com alterações na alimentação em vez do tradicional ferro em comprimidos, por isso 3 semanas após o parto, senti que era importante ver como estava o meu corpo a reagir, e hoje fui fazer a análise.
Manhã de calor, pequeno almoço tomado (vá lá que para esta análise não é preciso ir em jejum), pai Fura Bolos a trabalhar e eu com os 6 a caminho do posto de recolha do laboratório. O que me vale é o pano para levar a Rosita, o que me deixa mãos livres para dar a mão ao Zé e à Julieta quando é preciso.
Os miúdos iam curiosos para ver como se faziam análises, e eu achei que era uma boa oportunidade para eles verem que é um procedimento simples e sem dor. Obrigada à técnica de análises que foi muito simpática com eles e assim também tornou o momento ligeiro e cheio de sorrisos.
Todos a quererem ver como é, só falta o Tiago que foi o fotografo de serviço.
A Julieta aqui tapou os olhos, mas pelo sangue e não pela agulha.
E pronto, hoje eles ficaram a saber como é e sexta feira fico eu a saber como estou!
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
E depois há noites destas...
Hoje a Rosa só quer mama e colo, e se a pouso mesmo quando já está a dormir não se fica. Nem cama, nem carrinho nem espreguiçadeira, ah sim, então dá-lhe colo e mama.. Sim isso é o ideal, mas tinha mais 3, logo os mais novos, (os outros 2 foram para a avó) para dar jantar e adormecer também.
O Zé mamou da esquerda, mamou da direita... colo, sofa, estica daqui, deita acolá, e nada, e a Rosa na espreguiçadeira embalada pelo meu pé. Finalmente parecia dormir, mas quando o levei para a cama, pumba Rosa a chorar , Zé que acorda... Rosa à mama, Zé na cama... Lá adormeceu.
Voltei à sala, e tenho os outros 2 ferrados a dormir... Sim, e vão ficar assim mesmo, uma no sofá outro no colchão que temos no chão!
E a Rosa dorme, agora, nos meus braços de mama na boca ao som do volei de praia.
Porque é que escrevi isto? Só porque sim, e porque assim dou mais valor aos dias em que tudo corre melhor. (É que às vezes entro em stress sem razão).
O Zé mamou da esquerda, mamou da direita... colo, sofa, estica daqui, deita acolá, e nada, e a Rosa na espreguiçadeira embalada pelo meu pé. Finalmente parecia dormir, mas quando o levei para a cama, pumba Rosa a chorar , Zé que acorda... Rosa à mama, Zé na cama... Lá adormeceu.
Voltei à sala, e tenho os outros 2 ferrados a dormir... Sim, e vão ficar assim mesmo, uma no sofá outro no colchão que temos no chão!
E a Rosa dorme, agora, nos meus braços de mama na boca ao som do volei de praia.
Porque é que escrevi isto? Só porque sim, e porque assim dou mais valor aos dias em que tudo corre melhor. (É que às vezes entro em stress sem razão).
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Segurança social no seu melhor - 14 páginas!
A Rosa nasceu, tem direito a abono de família, o pai tem direito a uns dias e a mãe a subsidio de maternidade, até aqui tudo certo.
A Rosa nasceu e então é preciso tratar destas papeladas, registo, segurança social, centro de saúde ... enfim, e nós até nem temos muito que nos queixar pois no nosso concelho há estes serviços todos e sem filas.
Mas 14 páginas para preencher??
A sério, foram 14 páginas que a senhora da segurança social fez a sua impressora vomitar e me disse com ar calmo que só tinha que preencher e entregar junto com 3, imaginem 3, cópias da certidão do registo (sim porque lá também não tiram fotocópias), sendo que as 3 cópias acabam por ficar todas juntas num qualquer arquivo de papéis, e o IRS!
Marafei-me !! Mesmo!
Ora então é assim eram 14 páginas sendo 3 delas iguais e onde era suposto eu escrever o nome, numero de segurança social, numero de contribuinte e parentesco para cada um de nós, 7 linhas x 3 formulários x 4 dados, calma afinal não é só isto, é que cada formulário só dá até 6 pessoas, por isso há que preencher mais 3 formulários de continuação, novamente com o cabeçalho com os mesmos dados já preenchidos outras tantas vezes e a 7ª pessoa do agregado familiar, porque a Rosa neste caso não entra.
Marafei-me, não tinha as ditas cópias, não tinha o IRS e não tinha pachorra para tanto papel sabendo que não serve para nada e que a senhora pega naquilo, regista tudo no computador e dá-me uma folha a confirmar que entreguei as ditas 14 páginas! Viemos embora, com as 14 páginas debaixo do braço.
Sentei-me ao computador, abri o site da segurança social directa e em 4 cliques entreguei o meu pedido de maternidade, com anexo de 3 fotos tiradas por mim à certidão de registo, feito!
Depois preparei-me para entregar o do pai Fura Bolos, mas como perdi a password pedi uma nova e entrego assim que chegar.
Entretanto ia pedir o abono da Rosa mas como não tinha ainda numero de segurança social não dava, diz para ir a um balcão pedir. Lá fomos nós, hoje pedir o numero, também não dá! Ou entregamos o pedido de abono em papel ? ou não há NISS para ninguém! Foram "só" 3 páginas, mas onde tive que repetir o meu nome 3 vezes, os meus números 3 vezes, a nossa morada 2 vezes e os nomes e números da malta toda 1 vez.
Agora vamos lá ver, será mesmo possível que a segurança social não tenha lá estes dados todos nossos?? Será mesmo possível que na internet não seja preciso preencher nada e em 4 cliques, apenas de confirmação tenhamos tudo entregue?
Tanta vez se fala em simplificar e em cruzamento de dados e afinal a segurança social não tem no seu sistema estas informações todas? Tem, porque a senhora até consultou o sistema para me dar o numero do Zé (que eu não tinha comigo) para eu escrever no tal formulário.
A sério, cabe na cabeça de alguém? Na minha custa a caber e hoje estava mesmo marafada a tratar disto!
Para quem tem 1 filho ou 2 esta conversa toda até pode não fazer muito sentido, ainda assim é chato para uma recém mamã ter que preencher tanta papelada, mas para quem tem 6 !!! Upa upa e haja fôlego para as 14 páginas!
Na primeira ida à segurança social a senhora ainda me disse que era para estas coisas que o pai tinha direito a uns dias. Talvez um dia ou dois, mas não todos minha senhora, o pai tem direito a uns dias para poder estar com o novo bebé, cuidar da mãe que amamenta, dar atenção aos outros filhos, fazer o jantar para a família... o pai tem todo o direito a ficar em casa a viver a nova família.
Isto é que é a Segurança Social a apoiar a natalidade em grande!
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Visita pós parto
Uma visita especial, da nossa querida parteira Uta, aos 7 dias da Rosita.
Um encontro que serviu para conversar sobre o parto, sobre as emoções, sobre amamentação, reacções dos manos, o meu corpo e sua recuperação ... e para pesar a Rosita.
Debaixo da curiosidade dos manos e com a ajuda de quase todos, lá colocamos a Rosita no seu ninho e pudemos ver que está óptima!
Ela mama quando quer, sempre que quer e dorme ao mesmo ritmo, livre, nós só temos que nos ajustar a ela, ao contrário não dá, ela não tem relógio!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Onde arranjo forças?
Em momentos como este.
Hoje não foi tão fácil gerir o jantar/ deitar com os 6, nem tudo é sempre pacifico e tranquilo, aliás, a maior parte dos dias há confusões e conflitos, mas já todos dormem, e eu escrevo agora este texto com a Rosa nos meus braços a mamar.
O que me deixa feliz? Amanhã ser um novo dia, com mais desafios e alegrias.
Hoje não foi tão fácil gerir o jantar/ deitar com os 6, nem tudo é sempre pacifico e tranquilo, aliás, a maior parte dos dias há confusões e conflitos, mas já todos dormem, e eu escrevo agora este texto com a Rosa nos meus braços a mamar.
O que me deixa feliz? Amanhã ser um novo dia, com mais desafios e alegrias.
domingo, 7 de agosto de 2016
Pós parto de uma mãe de 6
Sendo que pós parto é pós parto, seja do 1º filho ou do 6º, há coisas que são necessariamente diferentes.
Fui mãe há 6 dias, e como qualquer outra mulher, preciso e tenho direito a descanso, mimos, refeições na mesa e tempo para namorar e amamentar a cria, e tive isso tudo, estes dias a 100% com o pai Fura Bolos em casa.
Aproveitámos para fazer almoços mais prolongados e lambuzados de gelado no fim, os miúdos a desfrutarem do pai também ao jantar, serões calmos às escuras na sala, muitos mimos à Rosita, muita maminha para a Rosita e para o Zé.
Mas também, como qualquer outra mulher que já tem filhos, eu tenho mais 5 e sou prática, há coisas para fazer.
Ao 4º dia saímos os 8 de casa, logo de manhã, para ir beber um café e fazer o teste do pezinho da Rosita.
(Sim, eu amamento e bebo café, para mim como mãe funciona e nunca vi interferência na amamentação, como conselheira de amamentação digo às outras mães que se lhes apetece o tal cafézinho, bebam, pior fará o stress da "resseca", se acharem que interferiu no bebé, então ponderem se devem ou não tomar. )
Ao 5º dia caiu o umbigo da Rosita, já está uma linda menina.
Ao 6º dia conduzi pela primeira vez, o pai Fura Bolos voltou ao trabalho e seria o meu primeiro fim de tarde/jantar/deitar sozinha com os 6 (mas 2 ficaram na avó!).
(Sim o pai teve que voltar já ao trabalho, estamos em Agosto, no Algarve e o pai trabalha na restauração ... está tudo dito, o resto dos dias logo gozará quando tudo estiver mais calmo por estas bandas)
O pai deixou os legumes todos descascados e prontos na panela, eram quatro da tarde quando acendi o lume e acabei a sopa para o jantar. Lavei e estendi 2 máquinas de roupa da Rosita, amamentei bastante, sentei-me no quintal a apanhar ar fresco,comi melancia ao lanche.
Ao fim da tarde tinha a Rosita a dormir uma grande sesta e a Julieta e o João a brincarem no quintal, os outros 3 estavam na avó. Só o Zé voltou para dormir em casa. Vá lá que chegou quando a Rosita descansava na alcofa e eu pude adormece-lo à mama e depois deita-lo descansada.
Se acho importante dar tempo ao pós parto? Muito!
A lua de leite é importante e deve ser respeitada, mas acima de tudo cada mãe, mulher, deve sentir-se bem e fazer o que sentir ser o melhor para si. Para mim são importantes estas saídas matinais com todos para um café, depois o resto do dia por casa entre mamadas e fraldas sabe muito bem, enquanto o pai sai e leva todos para irem tratar dos nossos porcos ou ver as avós.
Esta segunda semana será a semana da burocracia, registo, segurança social, escolas dos miúdos, enfim papelada que é preciso tratar, vale-nos o facto de morarmos num concelho que está neste momento cheio de gente que faz fila no supermercado, mas nos serviços públicos isso não existe!
P.S. Antes que se levante alguém a dizer que é cedo para tanto passeio ... a Rosita nasceu nesta família e é nesta família que vai crescer feliz, com todo o rebuliço que isso implica, mesmo as idas ao café (que é calmo e sem fumo, claro!).
Fui mãe há 6 dias, e como qualquer outra mulher, preciso e tenho direito a descanso, mimos, refeições na mesa e tempo para namorar e amamentar a cria, e tive isso tudo, estes dias a 100% com o pai Fura Bolos em casa.
Aproveitámos para fazer almoços mais prolongados e lambuzados de gelado no fim, os miúdos a desfrutarem do pai também ao jantar, serões calmos às escuras na sala, muitos mimos à Rosita, muita maminha para a Rosita e para o Zé.
Mas também, como qualquer outra mulher que já tem filhos, eu tenho mais 5 e sou prática, há coisas para fazer.
Ao 4º dia saímos os 8 de casa, logo de manhã, para ir beber um café e fazer o teste do pezinho da Rosita.
(Sim, eu amamento e bebo café, para mim como mãe funciona e nunca vi interferência na amamentação, como conselheira de amamentação digo às outras mães que se lhes apetece o tal cafézinho, bebam, pior fará o stress da "resseca", se acharem que interferiu no bebé, então ponderem se devem ou não tomar. )
Ao 5º dia caiu o umbigo da Rosita, já está uma linda menina.
(Sim o pai teve que voltar já ao trabalho, estamos em Agosto, no Algarve e o pai trabalha na restauração ... está tudo dito, o resto dos dias logo gozará quando tudo estiver mais calmo por estas bandas)
O pai deixou os legumes todos descascados e prontos na panela, eram quatro da tarde quando acendi o lume e acabei a sopa para o jantar. Lavei e estendi 2 máquinas de roupa da Rosita, amamentei bastante, sentei-me no quintal a apanhar ar fresco,comi melancia ao lanche.
Ao fim da tarde tinha a Rosita a dormir uma grande sesta e a Julieta e o João a brincarem no quintal, os outros 3 estavam na avó. Só o Zé voltou para dormir em casa. Vá lá que chegou quando a Rosita descansava na alcofa e eu pude adormece-lo à mama e depois deita-lo descansada.
Se acho importante dar tempo ao pós parto? Muito!
A lua de leite é importante e deve ser respeitada, mas acima de tudo cada mãe, mulher, deve sentir-se bem e fazer o que sentir ser o melhor para si. Para mim são importantes estas saídas matinais com todos para um café, depois o resto do dia por casa entre mamadas e fraldas sabe muito bem, enquanto o pai sai e leva todos para irem tratar dos nossos porcos ou ver as avós.
Esta segunda semana será a semana da burocracia, registo, segurança social, escolas dos miúdos, enfim papelada que é preciso tratar, vale-nos o facto de morarmos num concelho que está neste momento cheio de gente que faz fila no supermercado, mas nos serviços públicos isso não existe!
P.S. Antes que se levante alguém a dizer que é cedo para tanto passeio ... a Rosita nasceu nesta família e é nesta família que vai crescer feliz, com todo o rebuliço que isso implica, mesmo as idas ao café (que é calmo e sem fumo, claro!).
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