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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A Tuga não voa!

E lá foi a Rosita de caixa na mão até á creche.
A tarefa era simples, mostrar aos amiguinhos que as tartarugas nan voam!!
No dia anterior tinha surgido essa dúvida entre os meninos, então a educadora pediu se a Rosita podia levar a nossa tartaruga a passar o dia na escolinha.

Muito ciente da sua tarefa, lá foi a Rosa passo certo, confiante e sorriso na cara.






Ao fim do dia, tarefa cumprida, todos perceberam que afinal tartarugas não voam!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Barbaridades!



Os nossos avós eram uns bárbaros! 

A recente polémica que causou o meu anúncio de venda de leitões levou-me a reflectir sobre o assunto , e cheguei à conclusão que os nossos avós eram uns bárbaros, pelo menos os meus eram com certeza a julgar pelas "atrocidades" que faziam e me ensinaram a fazer. 

Ensinaram-me a tratar com respeito os outros seres vivos, sobretudo os que nos servem de alimento... ensinaram-me que também estes merecem uma vida digna e que a sua morte deve ser respeitosa e o menos dolorosa possível. 

Sim, os meus avós ensinaram-me a matar galinhas, patos, coelhos, cabras, porcos etc... eram mesmo uns bárbaros, eles e os avós deles e todas as gerações que os antecederam e que tornaram possível estarmos aqui hoje! 

Os nossos avós eram uns bárbaros ou então somos nós que nos estamos a tornar estúpidos e na nossa estupidez achamos que esta nossa falsa santidade nos torna puros. 

É um CRIME matar nem que seja uma mosca mas já está bem se pagarmos a alguém para o fazer... sim, os frangos que compramos embalados nos supermercados (de preferência sem cabeça para não os olharmos nos olhos) já foram animais fofinhos e até tinham penas, sabiam? 
E aquelas costeletas do cachaço suculentas que vêem em covetes de esferovite também já foram um ser vivo, mas sabe-se lá como morreu?! 
Na nossa estupidez pagamos a outros para fazer o trabalho "sujo", achamos melhor criar "monstros" que têm que lidar com a morte diariamente para que nós sejamos puros (sem ofensa para os senhores dos matadouros). Basta pesquisar em qualquer motor de busca por "realidade nos matadouros" para perceber a que me refiro! 
Só espero que estes "monstros" que estamos a criar, não tenham um dia aspiração a mudar de vida e comecem a ocupar cargos governamentais... ou será que isso já está a acontecer?!
Os meus avós eram uns bárbaros... e eu tenho tantas saudades deles!

Um agradecimento especial aos autores das críticas que originam esta reflexão.

Mais sobre criar animais para comer aqui.

Texto do Pai Fura Bolos

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Já tenho 3 anos!

O Zé já fez 3 anos! Está um crescido, como ele diz, está esticadinho e comprido e um falador de primeira!

É um miúdo super curioso e brincalhão. Adora brincar com os manos, gosta de desenhar, fazer puzzles mas acima de tudo gosta de conversar com pessoas.

Tão bom vê-lo crescer assim.

Hoje teve um dia em cheio.
Começou com um passeio na Quinta Pedagógica de Portimão, com direito a piquenique (entrada gratuita e um local perfeito para um passeio muito agradável), uma ida à piscina onde uns amigos estão a passar férias, e à noite jogos na Lua (Até à Lua) com direito a parabéns e bolo ao som da viola do Nuno e do mano João.

Eu estou de rastos, o pai Fura Bolos foi trabalhar cansado, mas ele está feliz. Ufa!
















quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ninho vazio

Chegaram à procura de um sitio seguro onde fazer o ninho, e encontraram a nossa porta. De longe o sitio mais sossegado, porque com 6 crianças a entrar e a sair o que não falta é movimento e barulho, mas ainda assim sentiram-se acolhidas e protegidas na nossa porta.

Não demorou muito a ouvir piar e conseguirmos ver 4 cabecinhas depenadas a espreitar. Uma penugem ralinha cobria aquelas cabecinhas e de cada vez que a mãe ou o pai se aproximavam do ninho todas espreitavam e piavam de bicos bem abertos. Foi assim durante bastantes dias, e foram crescendo.

Até que um dia, uma sai do ninho e voa, voos curtos, que acabam no chão, saltinhos, mais um voo, descanso, a mãe que pia o pai que faz um voo rasante a piar, assim se ensinam os filhotes a voar. Qual pai ou mãe como nós que dá a mão a um filho para o ajudar com os primeiros passos.

A cada manhã que passava tínhamos mais um motivo para demorarmos a nossa saída de casa.
O Zé ajudou uma andorinha a levantar voo do chão, viu a mãe chegar e piar, sabia qual era a "nossa" andorinha.
Outra manhã e mais uma que sai do ninho, e outra e outra. Incrível como estes pais de 4 conseguiram ter tempo e dar tempo a cada um dos filhos, individualmente para aprender a voar, ganhar segurança, e só depois ensinar o próximo.

O Pai Fura Bolos ainda teve que colocar um dos bebés no ninho uma vez, eu cada vez que estacionava o carro fazia-o com cuidado a olhar para o chão não fosse estar alguma das bebés caída ou a descansar, os miúdos olhavam para o ninho várias vezes ao dia e tentavam identificar no ar os que eram bebés ou os pais. Que bom que foi ter esta família aqui.

Agora já todos voam e bem alto. Já não passam os dias em idas e vindas ao ninho, há menos pios à nossa porta, mas nós ainda olhamos o ninho a cada saída de casa.

Dei por mim a dizer ao pai Fura Bolos "tenho pena que já tenham voado, será isto que vamos sentir quando ficarmos sozinhos em casa?"

Sempre tenho ouvido falar no síndrome do ninho vazio ... agora este dizer ganhou uma imagem.