Sábado foi dia de consulta para saber como estou eu e o bebé. Uma consulta muito especial e num local também muito agradável.
Como estamos a ser seguidos por parteiras, as consultas normalmente são cá em casa, sem esperas e com toda a privacidade, mas desta vez fomos nós ao posto de saúde.
Numa herdade linda,
Tamera, um local de paz, tranquilidade, verde e água.
Nada
como uma "sala de espera" onde os miúdos puderam dar mergulhos e brincar no
campo enquanto eu estive na consulta. Desta vez o pai Fura Bolos não
assistiu à consulta para ficar com eles.
Eu tive uma hora e meia de consulta, ou melhor, de mimos, conversas
positivas, de troca de sorrisos, de espaço para falar de mim, da minha
gravidez e do meu bebé, de abraços.
Aqui não há máquinas frias nem macas com papéis brancos, aqui há calor, livros de conhecimento nas estantes, silêncio e tempo.
Em
vez de um ecografo frio e estéril há as mãos sábias de quem toca e
sente. Uma conexão perfeita entre mim, o bebé e a parteira que sente e
me mostra a cada toque como está o meu bebé e em que posição ele está.
Também
se ouvem os batimentos cardíacos, com o doppler, e se verifica como
está a minha urina, porque aqui segue-se uma gravidez saudável e segundo
evidências científicas, mas acima de tudo olha-se para a parte humana
em vez de se olhar apenas para máquinas e protocolos.
Enquanto isto tudo, os miúdos mergulharam e brincaram, e eu saí da consulta e juntei-me a eles para um piquenique.
Para quem já me perguntou, sim, tenho feito as análises e ecografias que é suposto fazer durante uma gravidez normal, um lote por trimestre, e assim vamos fazendo a nossa vigilância.
Tal como já é noutros países da Europa, também um dia em Portugal será possível que as gravidezes saudáveis sejam seguidas apenas por enfermeiras de saúde materna e obstetrícia (parteiras) e que haja mais opções para todos os casais.
Acredito nisto, nem que seja para a geração dos nossos filhos.