sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mais Natal

Nesta altura os corredores dos hiper, super e até dos mini enchem-se de bonecos, bonecas, carros, carrinhos, e de tudo o mais onde os adultos se perdem para que as crianças se percam depois na noite de Natal.
Começam logo em Novembro, há promoções, correrias para comprar antes que esgote, e se não for aquele que o miúdo pediu, ai que é tão caro mas é tão giro e ele merece... e enfim, com muito ou pouco dinheiro lá se vai gastando e comprando para que ninguém fique sem embrulho na noite da consoada.

Pois este ano aqui em casa não será diferente dos outros, todos terão direito ao seu presente, ao seu embrulho ao seu miminho, desculpem, afinal este ano será muito diferente dos outros, porque este ano a Mãe de todos e o pai Fura bolos não andaram loucos, perdidos e de carteira aberta a gastar dinheiro em prendas porque tem que ser ou porque é altura de dar.

A Mãe de todos descobriu que tinha algum (não sei se bom ou mau) jeito para a costura e que podia fazer umas coisitas engraçadas e com muito amor e deu trabalho à máquina de costura e tem sido uma trabalheira!

"Tiago, este ano a mãe e o pai não compram presentes, custam muito dinheiro e muitas vezes vocês nem brincam nada com eles, por isso este ano a mãe vai fazer os presentes e fará para cada um algo especial feito com muito carinho."

"Boa mãe! " foi a resposta do mais velho que penso eu valer por todos!

Para os miúdos mais crescidos estojos com canetas ou lápis e um livro para pintar.




 Para a mais bebé um livrinho de pano.





 Para os friorentos ou com dores nas costas, sacos de trigo e alfazema.




Para outros umas almofadinhas de alfazema para as gavetas ou roupeiro.




Para a mãe, avó de todos, um estojo com bloco de apontamentos.




E ainda estou agarrada à máquina por isso ainda sairá mais qualquer coisa para a Noite de Natal.


Quando hoje tocaram à porta e ao abrir vi o carteiro com uma caixa na mão os meus olhos brilharam, era uma encomenda de uma amiga, já estava à espera, e já sabia que era especial, só não pensei que fosse tanto!

Cheira a Natal, a verdadeiro Natal, Natal cheio de coisas boas, de amizade, de fazer para ver o sorriso dos outros, de dar com o coração, Natal...





São latinhas com bolachas de canela que cheiram tão bem e são lindas, uma caixa de chá e um postal muito obrigada Nela e um Santo Natal para a tua família.

E é isto que quero para o nosso Natal!

ps.: Miminhos como estes disponíveis em http://miminhosdamaedetodos.blogspot.com/ um novo espaço da Mãe de todos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pouca terra pouca terra puuuu puuuu

Ora já se vê, ou melhor lê, que vamos falar de comboios.

A Mãe de todos tinha que ir a Lisboa e como ia sozinha ia de comboio, compensava, e o pai Fura bolos podia ficar cá em baixo com o carro.

Depois surgiu a ideia, na cabeça da Mãe de todos, de levar o Tiago para ela passear e ter um dia de filho único que às vezes também faz falta. Ora aqui a coisa já ficou diferente e afinal ir de comboio já não compensou mas já estava planeado e ir de carro era só mais uma ida a Lisboa ... e não um passeio.

5h30 da manhã, o despertador deve ter tocado a primeira vez às 5h10 mas a Mãe de todos, que se tinha deitado às 3 da manhã por causa de uma encomenda (assunto para outro dia), não ouviu e quando ouviu já era tarde!! De um pulo saltei da cama, acordei o Tiago, o avô já estava à porta para nos ir levar à estação, a casa toda em silencio, todos dormiam e assim ficaram... shiuuuu.



O amanhecer numa estação à antiga, mas fechada aquela hora da manhã e que grande frio que estava.




Os novos e rápidos Alfa-pendular, nome pomposo para nos poderem cobrar mais dinheiro pelo bilhete, sim porque e televisão ninguém a vê, ou ouve, pronto sempre tem um painel informativo com a temperatura interior (muito calor por sinal) e a temperatura exterior... e uma hospedeira que pergunta "chá, café ou laranjada"




O espanto genuíno do Tiago ao atravessar a ponte 25 de Abril de comboio, para a Mãe de todos também foi a primeira vez, mas consegui disfarçar o espanto, acho eu...




Durante a viagem, e durante o tempo em que não enjoámos, houve tempo para fazer desenhos no caderno de viagem.




E a baixa de Lisboa ainda continua movimentada. Foi bom passear a pé e encontrar lojas abertas, com variedade, e foi difícil explicar ao Tiago que era muito melhor que um shopping, e ele nem vai muitas vezes ao shopping, mas verdade seja dita que também não vai muitas vezes a lojas de rua, e que aqui na aldeia nem há lojas para ele ver e perceber...

Ficou com o conceito "comercio tradicional" explicado, mas não sei até que ponto percebido!






E há sempre pormenores que escapam e por trás de uma foto que pretendia apenas dar cor eis que surge uma frase... que só vi agora antes de colocar aqui a foto.



Os não menos tradicionais pombos da baixa, qual praga, mas que os miúdos gostam sempre.




E a viagem de volta no dia seguinte, cansados mas contentes e com imaginação para desenhar o que cada um mais gostou.
Valeu a pena a viagem, valeu a pena o tempo passado juntos, os abraços, os miminhos, os beijinhos que por um dia não tiveram que ser divididos. Valeu a pena perceber que apesar de contente ele tinha saudades dos irmãos e que até para brincar era dificil, faltava-lhe a companhia a que está sempre habituado!


Muitas vezes é assim, só damos valor quando ficamos privados ...

ps: e este não é um post natalicio porque este ano é um ano de crise e a baixa não tem iluminação de Natal!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Natal!

O espirito natalício está aí.
É impossível chegar a Dezembro e não pensar no Natal, e friso no Natal, e não em compras!

Já há dias que os miúdos falavam em fazer a árvore, mas a Mãe de todos estava sem ideias para os enfeites deste Natal e estava a adiar o evento. O ano passado reciclamos cápsulas de café e fizemos sininhos pintados pelos miúdos e que pendurámos com fios. Ficou muito colorida e ainda temos esses enfeites mas apetecia-me aproveitar o momento para fazer outra actividade com eles.

Na sexta-feira fui buscar a Teresa à escolinha e lá estavam eles a fazer enfeites de Natal, ora a inspiração que eu precisava. 

Cada menino amassava massa de moldar e fazia 4 formas com os cortadores. Depois de secas cada um pintou das cores que escolheu e acrescentou pó de brilhantes. Isto foi no infantário.

Cá em casa foi assim.

- 1 pacote de massa de moldar (tenho sempre em casa para dias complicados!)
- 1 lata de tinta branco brilhante (comprei na loja dos senhores dos olhos em bico)
- Cortadores de bolachas (já tenho há tempo mas nunca fiz bolachas!)
- Vários brilhantes em pó (fazem parte do stock da Mãe de todos)





Cada um amassou um pedaço de massa. Uns com força, outros com jeito, outros com ajuda ... todos tiveram direito a meter a mão na massa.






Os dias de Dezembro apesar de frios podem ser muito agradáveis e o quintal nestes dias torna-se num espaço de eleição para apanhar um pouco de sol e dar largas à imaginação.
A Mãe de todos ia pintando de branco cada pequena peça criada pelos artistas e cada um ia escolhendo a cor dos brilhantes.
Natal é tempo de vermelhos, verdes, prateados, dourados ... mas também de cor de rosa, amarelo, preto, roxo, azuil, cor da pele , enfim quem somos nós para dizer a uma criança que essas cores não são de Natal? E porque não o deveriam ser?




À janela alguém verificava que estas delicadas peças secavam sem problemas.



E depois disto tudo chegou finalmente o momento mais esperado do dia, a montagem da árvore de Natal!
Vestidos a rigor, pijama e barrete, como o momento exigia lá foram enfeitando a árvore comprada o ano passado.







 E em vez de estrela, este ano temos no topo um anjo, um anjo que esperemos que olhe por nós nesta época festiva mas também que nos ajude a começar bem um novo ano, que traga alegria, amor e protecção à nossa família.


E este foi o primeiro de alguns textos natalícios deste ano... sim porque se as rádios podem passar as mesmas musicas de Natal vezes sem conta por dia e se as televisões podem exibir o "Sozinho em casa 20" pela quarta vez mas com o selo "estreia" no canto eu também posso invadir o meu blog de Natal!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Amigo


O João Manuel tem um amigo especial, um amigo só dele. Foi uma amizade espontania, aconteceu, o bicho aparecia por ali, o João estáva por ali e quando deram por isso eram amigos.

Nós não temos animais cá em casa por opção, gostamos de animais, gostamos que os miudos tenham contacto com animais, mas também temos consciencia que não temos tempo e disponibilidade para animais, esta casa já é uma agitação só com os miudos, os insectos e outros bicharocos que eles encontram no quintal o que não seria com um amigo de 4 patas?

O João é o numero 3 e é o que tem algum receio de animais, quer dizer, ele tem é respeito e não dá grandes confianças, pode até estar a chamar um cão ou gato, mas no momento em que o animal resolve olhar para ele ou dar um passo na sua direção, pronto, recua e agarra-se a nós mas com o Amigo é diferente.

O Amigo é um cão, começou a aparecer todos os dias à porta da casa dos avós e percebeu que todos os dias (ou quase todos) o João também lá aparecia, ou lá estava, e ai começaram esta amizade. Não sabemos o nome dele, mas para o João o cão passou a ser o "Migo", ele ainda não conseguia dizer amigo, e hoje em dia já é o "Amigo" porque agora o João já sabe dizer amigo.

É espantoso como o Amigo pode fazer tudo, entrar na casa dos avós, cheirar as mãos do João, o João pode-lhe fazer tudo desde puxar orelhas, festas, mexer-lhe no focinho, isto quando sabemos que como já disse o João não dá confiança a cães e gatos, e continua a não dar, mas o Amigo é o amigo e por isso tem tratamento especial.

Aqui vai o João todo compenetrado com um belo prato de ... ossos, um prato especial para o seu amigo especial.


E enquanto ele como o João observa, bem de perto!



E depois disto vai cada um à sua vida! E no dia seguinte tudo se repete.

Realmente mais vale um bom Amigo ... que muitos amigos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

1 ano depois da greve, nova greve!


Esta gravidez começou atribulada, com alguns percalços mas assim que tivemos certeza que podia avançar decidimos goza-la ao máximo pois pensamos que terá sido a ultima…
As 40 semanas avançaram, umas vezes depressa outras devagar mas lá chegou a DPP. Até aí ia sentindo umas contrações, uns dias mais outros menos, umas vezes com ritmo certo e quase me faziam pensar que ia entrar em trabalho de parto mas foi sempre falso alarme.
Já estava a ficar ansiosa os dias passavam e eu sempre na expectativa de sentir o sinal de que estava prestes o nascimento da minha menina. Das outras vezes sempre entrei em TP espontâneamente e desta vez comecei a ver que tal como me tinham dito no hospital às 40 semanas, teria que ser induzido às 41. Não percebo que decisões são estas que tomam por nós, mas se escrevem no Boletim de Grávida para lá irmos às 41 semanas e não formos tenho a impressão que depois se algo corre mal nos culpam… enfim.
Assim chegou o dia 23 de Novembro, 41 semanas, e eu lá fui ao hospital.
Cheguei às 10h, não levei a mala e apresentei-me no Bloco de Partos  como quem vai apenas fazer o ctg e ver que tudo está bem e que podemos esperar … Mas não foi assim. A administrativa fez-me logo o internamento, mesmo antes de ser vista, e disse ao meu marido que fosse buscar a mala! Eu aí falei, disse que queria primeiro trocar impressões com a médica (que não é minha médica e só me tinha visto na semana anterior!)
Entrei, e a enfermeira tinha a bata e chinelos para eu vestir! E eu mais uma vez disse que queria falar com a médica porque não achava necessário ficar numa cama a soro á espera que o TP começasse, assim sem mais nem menos. A médica lá entrou, com uma estagiária e eu expliquei-lhe que queria ficar com uma boa recordação deste parto (tal como dos outros) e que podia fazer-me um toque e dar-me alguma coisa  para acelerar mas eu queria andar á vontade e se possível ainda sair do hospital e que voltaria assim que houvesse sinais de parto. Nesse momento a médica ficou comigo “atravessada” como se diz e já só me olhou de lado!! Mesmo assim mantive a minha opinião e fiz valer os meus desejos ao máximo.
Lá fui então vista, fez-me um toque e introduziu-me um Propess (fitinha com a dose mínima), depois saiu e deixou indicação á enfermeira que eu podia andar pelo piso da maternidade, com a minha roupa e fazer o ctg regularmente. Ainda teve tempo para me dizer que o meu marido podia ir para casa porque ia demorar, ao que eu respondi que sempre tínhamos enfrentado estes momentos juntos e que desta vez não ia ser diferente.
E começou aí um dia longo. Eram umas 11h30. Á volta dos elevadores e sempre a andar e decidida a ajudar o meu corpo a responder bem a esta indução não me sentei quase para nada!! Indo contra a indicação da médica que me queria só no piso 2, subi e desci as escadas do hospital várias vezes. Depois do almoço ainda fui ao bar do hospital beber café com o meu marido, que esteve SEMPRE comigo. Durante a tarde fui fazer um ctg que não acusou contrações. Foi então que me levaram para o quarto já na obstetrícia onde iria ficar depois do nascimento. Arrumei as minhas coisas, mas continuei com liberdade total.

Neste processo estive sempre com o meu marido e com outro casal que estava a passar pelo mesmo que nós, com a coincidência de também ter tido um filhote o ano passado 4 dias antes de mim!
Às 19h tomei um duche longo e quente, vesti o meu pijama e depois do jantar andámos, rimos, dançámos, fizemos ginástica enfim, tudo o que pudesse ajudar.
O ctg que fiz ás 22h já acusava algumas contrações, estava com 2 dedos de dilatação e a cueca já estáva molhada e não era xixi!

Senti que iria começar. Vesti a bata e fomos então para a sala de partos. Eram 23h Aí já me sinto em casa!!  Deixaram-nos a sós, ligámos a musica, apagámos as luzes e fui buscar a bola de pilates do hospital.
E deixei que o meu corpo e a minha bebé trabalhassem. As contrações começaram a ritmar, cada vez mais fortes e longas. Só uma vez veio a enfermeira monitorizar a bebé comigo sentada na bola, não me incomodou, não falou, não interferiu, voltou a sair.
Já eram muitas, longas, fortes e … com vontade de fazer força, e eu sentada na bola. Resolvi pedir ao meu marido para chamar a enfermeira. Ela veio. Esperou que eu fosse ao wc, esperou que eu conseguisse subir para a cama, entre uma e outra … esperou que eu a deixasse fazer o toque e … informou-me : “Está pronta!! Grande mulher!” Eram 1h30!! Eu só lhe pedi “Podemos tentar sem me cortar” E responde-me a enfermeira       “ Mas eu não a vou cortar!!” E eu a respirar, de olhos fechados e a viajar e oiço-a ao longe dizer ao meu marido “ Que controlo espectacular que ela tem!” Disse-me que quando quisesse podia começar a fazer força e saiu para ir buscar a bata!! Ai o que foi ela dizer!
Mais uma contração e a bolsa explodiu!! Mais outra e fiz força (sozinha com o meu marido). Mais outra e força e ele diz-me “Não faças força que eu não sei o que fazer!!” Ri-me e mandei chamar porque ela ia nascer.
Quando entraram eu estava sentada na cama e a enfermeira vê a cabeça da minha bebé!!! “Ponha as pernas aqui” (nas perneiras)  e eu respondo “Já não consigo” e nisto faço força uma vez e a minha Julieta nasceu, era 1h48m!! Para cima da cama, sem intervenção quase nenhuma da parteira!!
Puseram-na em cima de mim e assim ficou durante uns 40 min. Eu cortei o cordão depois deste parar de pulsar, dei-lhe de mamar e fiz-lhe muitos miminhos. Só quando eu fui para o recobro é que  ela ficou com o meu marido a ser vestida e limpa.
Foi o meu 4º parto hospitalar, e foi um parto lindo.
Sem soro, sem toques desnecessários, sem clisteres, sem ctg (no trabalho de parto), sem epidural, sem corte (3 pontinhos no final), e com o meu marido sempre comigo.
Consegui transformar um parto induzido, e um mau começo com a dra, num parto lindo e muito á minha maneira, senti que estava no comando da situação e que estava a ser respeitada como mãe e mulher.
Com este relato tão extenso espero passar a mensagem que um parto hospitalar pode ser perfeito, e que está nas nossas mãos transforma-lo num momento lindo cheio de amor.
Falta só dizer que as enfermeiras estavam de greve!!! (e que com esta foto posso ter graves problemas! Incentivo à greve e uma mama, mama essa que não pertence a uma top model bem produzida e provocante, porque aí não haveria qualquer problema ... mas sendo que é uma mama de uma mãe que acabou de parir ... prevejo algum tipo de censura, e já não era a primeira vez que uma mama da Mãe de todos era censurada, a internet tem destas hipocrisias!)

OBRIGADA A TODA A EQUIPA DE ENFERMAGEM
Ana e Paulo Custódio e rebentos Tiago (17/08/2004) , Teresa (13/09/2007),  João (8/07/2009) e Julieta (24/11/2010) todos bebés CHBA


Nascida em dia de greve, ao sabor dos serviços mínimos do hospital, por sinal suficientes, assim nasceu a nossa Julieta, e hoje houve greve novamente, será que vai ter sorte e passa a ter greve todos s anos para poder festejar à vontade? E será que para além do dia livre para festejar a greve dará frutos?


  


E depois de um parto há que recuperar... o pai Fura bolos claro, que a Mãe de todos estava fresca e fofa!

Parabéns Julieta pelo teu primeiro aniversário!