sexta-feira, 5 de junho de 2015

A passo de caracol

Hoje levei os 3 mais novos ao teatro, sim, até o Zé foi pela primeira vez ao teatro e que bem que se portou.

A proposta era muito boa e eu não resisti, hoje não os levei ao infantário e em vez disso fomos ver o Caracol, peça da nossa amiga Rita Rodrigues.


À espera, com a avó Guida que também foi connosco.


Olhinhos atentos, mesmo na parte mais cientifica da peça.




O Zé fez o que faz em qualquer lugar que vá, mamou!





Quando a Rita disse a ultima frase limpou uma lágrima no canto do olho e eu admito, fiz o mesmo. A peça é mesmo muito boa, a Rita é linda e o texto divertido e ao mesmo tempo tão emocionante.

Vi a Julieta de 4 anos rir e também ficar em lágrimas, vi o João  de 5 anos dar gargalhadas e fazer-me perguntas sobre o texto, vi o Zé de 10 meses calmo, atento e interessado, foi tão bom vê-los assim.

Grata Rita pelas tuas palavras, grata caracol por nos mostrares a importância de abrandar.

E agora ficou a vontade de ler o livro todo, será a próxima compra, talvez para oferecer ao Tiago e à Teresa que não puderam ir ver.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Presentes inteligentes

Muito bons!
Os nossos 3 filhotes são do meio foram ontem festejar o dia da criança a convite da Câmara Municipal e tiveram um dia muito animado.
Com direito a insufláveis divertidos, experiências engraçadas e muita brincadeira, chegaram a casa cheios de alegria. 
Os mais pequeninos traziam umas sacolas todas giras feitas pelas auxiliares do Jardim de Infância e dentro delas o jogo dos pares com cartas de imagens do concelho, oferecido pela Câmara Municipal da Vila do Bispo. 

A Teresa trazia  um saquinho de pano feito na escola também com um jogo didáctico, cartas com perguntas sobre o concelho.  

Gostei mesmo dos jogos, presentes originais, didácticos e que para além de brincadeira dão a oportunidade aos meninos e aos pais de conhecerem melhor o concelho onde vivem. 5 estrelas, parabéns pela ideia. 




Eu bem queria, mas não consigo ficar calada, aqui brincaram com insufláveis, já em Portalegre os meninos aprenderam como atacar a policia à "pedrada". Assim vais este país cheio de mentes brilhantes 

Marcha a trás

- Paulo, tens que vir aqui depressa! Fiquei sem marcha a trás!
- Como? Ficaste sem marcha a trás?
- Sim, entrei aqui na rua do Infantário e ia dar a volta e já não entra. Agora só se parar o carro ali à frente e deixa-lo! Para trás não consigo ir.
- Opá, espera aí que já vou.

Isto foi a conversa ao telefone, não me bastava o dedo inchado, a dor para meter as mudanças e segurar no volante e ainda uma destas, ontem ao fim da tarde. O pai Fura Bolos super atrasado para o trabalho, lá vem ele na sua scooter, salvar a Mãe de Todos.

Eu entretanto entro no Infantário, vou buscar os 2 miúdos e quando saio à rua já estava o carro voltado para o lado certo e o pai Fura Bolos com cara de riso.

- Conseguiste? - Pergunto eu
- Sim, não se passa , ora experimenta.

Entro no carro pego na alavanca das mudanças e meto a marcha a trás, sem problema nenhum, solto uma gargalhada, mas daquelas mesmo à serie!

Ontem lembrei-me de meter a marcha a trás sem puxar o manipulo para cima, como é suposto e eu faço TODOS OS DIAS há 9 anos!

Podia ter sido pior? Podia, podia ter chamado a assistência em viagem com o reboque ...


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Trataram-me da imagem!


O ano passado uma amiga desenhou esta barriga linda para mim, eu e as minhas 5 flores, para que eu usasse o desenho nuns cartões de visita que me apresentariam como doula. 

Como o design gráfico não é a minha praia, e os programas xptos de edição de imagem muito menos, fiz uns muito básicos em word, imaginem! 

Entretanto a minha vida cruzou-se com a de um casal que está à espera do seu primeiro bebé, e no meio desta viagem, para a qual fui convidada com muita honra, disseram-me que queriam oferecer-me uns cartões novos. 
UAU! 
O Bruno é designer e trabalhou a minha "barriga" tão bem, escreveu este texto simples mas tão ao meu estilo e hoje fizeram-me a oferta! 

Uma caixa recheada de lindos cartões. 

E que sensação maravilhosa ter alguém a nos tratar assim da imagem. 
Vou ali babar-me um bocadinho e já volto, adoro os meus cartões novos!


Vá lá, o dedo tem defeito mas a mama não!

Começar a semana com uma ida ao hospital não é lá das melhores coisas, mas foi o que tive que fazer hoje. 
Ontem tinha uma dor esquisita no dedo mindinho da mão direita mas durante a noite a dor estranha transformou-se em dor aguda e num dedo inchado, muito inchado! 

Tentei rebobinar o filme uns dias para ver se me lembrava de alguma pancada, pensei que com tanto miúdo à minha volta ainda tinha dado alguma pancada valente e nem me teria apercebido, mas não me lembrava de nada.
A caminho do hospital só pensava que ia sair de lá com uma tala e o diagnóstico de dedo partido. 

Fui chamada para a triagem e por ter o Zé à espera no carro com o pai Fura Bolos e porque o Zé é um bebé que mama e eu uma mamã que amamenta tive direito a uma pulseira amarela para não demorar tanto, gostei muito da atitude do enfermeiro, precisamos de mais apoios destes. 

Quando finalmente fui chamada para o médico o Dr. Abel (soube o nome depois), argentino e muito simpático assim que me ouviu a descrever a dor e que não me lembrava de ter batido em nada diagnosticou logo uma artrite hemorrágica espontânea, raio de nome para uma dor destas! 
Explicou-me o que era e no decorrer da conversa falámos de uma data de coisas, mas o que me ficou bastante marcado foi ele achar estranho em amamentar ainda o meu bebé de 9 meses pois infelizmente em Portugal as mulheres têm  "mamas com defeito" isto dito com ironia claro! "Em África, funcionam todas bem, não há defeitos e na Europa as mulheres estão assim!"

Pronto sai de lá com o dedo tal e qual entrei mas com um grande sorriso na cara. 

"Quem me dizia a mim que numa segunda de manhã vinha trabalhar e encontrava uma senhora como você, simpática, sempre a rir e que desde que aqui entrou falou de tanta coisa e não se queixou de nada (vida) a não ser do dedo! Estou grato! "

Opá, olha que se não fosse o dedo doer tanto, não poder fazer quase nada, não conseguir pegar no Zé e ter o jantar para ir fazer ... até tinha sido uma boa manhã de conversa! 

Entretanto já descobri uma data de coisas da vida prática que não consigo fazer com a mão esquerda ... não vou entrar em pormenores, podia ser aborrecido!